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Economia De acordo com o governo, somente em Alagoas, já foram feitos 6,95 mil financiamentos

PANDEMIA: EMPREENDEDORES DE AL CONTRATAM R$ 127,2 MI EM CRÉDITO

Os recursos emergenciais fazem parte do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste

Por Carlos Nealdo | Edição do dia 14/10/2020 - Matéria atualizada em 13/10/2020 às 19h56

Pequenos empreendedores alagoanos já contrataram R$ 127,25 milhões em crédito para enfrentamento aos impactos econômicos provocados pela pandemia da Covid-19, segundo levantamento divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Os recursos emergenciais fazem parte do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e atendem a pequenos comércios, cooperativas e trabalhadores autônomos. De acordo com o governo federal, somente em Alagoas, já foram feitos 6,95 mil financiamentos. Em todo o País, já foram contratados mais de R$ 3 bilhões em linhas de crédito por meio dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Centro-Oeste (FCO) e FNE. A região Nordeste é responsável pelo maior volume de captação, R$ 2,72 bilhões (90,9% do total para a região) para os pequenos empreendedores. No Norte, para onde foram disponibilizados R$ 2 bilhões, os financiamentos somam R$ 231,53 milhões, enquanto no Centro-Oeste já foram contratados R$ 120,84 milhões de R$ 1 bilhão disponível – sendo que as contratações na região só começaram em meados de junho. Os recursos são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e concedidos pelos bancos do Nordeste, da Amazônia e do Brasil. “Estes recursos estão sendo importantes para que os pequenos empreendedores reduzam os impactos e danos causados pela pandemia nas três regiões. Além disso, é uma forma de ajudar as empresas a manter os empregos de milhares de trabalhadores que atuam no comércio, na área de serviços e nas pequenas indústrias, por exemplo”, destaca o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. A maior parte dos contratos firmados são para a modalidade ‘Capital de Giro’, que garante até R$ 100 mil por beneficiário. Os recursos podem ser utilizados em despesas de custeio, manutenção e formação de estoque e, ainda, para o pagamento de funcionários e contribuições e despesas diversas com risco de não serem honradas por conta da redução ou paralisação da atividade produtiva. Foram R$ 2,46 bilhões para empreendedores do Nordeste. No Norte, os financiamentos somam R$ 210,18 milhões nesta categoria, o equivalente a 93,2% do total já cedido pelo FNO Emergencial. Já no Centro-Oeste, todo o valor captado foi para atender à finalidade de capital de giro para os pequenos comerciantes. Os fundos constitucionais também disponibilizam outra linha voltada a investimentos, que podem chegar a R$ 200 mil por contratante. No Nordeste, foram contratados R$ 258,33 milhões, enquanto outros R$ 21,35 milhões foram acessados no Norte.

Os financiamentos poderão ser contratados enquanto o decreto de calamidade pública estiver em vigor, limitado a 31 de dezembro de 2020. O prazo para quitação é de até 24 meses e carência até 31 de dezembro de 2020, de acordo com a capacidade de pagamento do beneficiário.

Por meio do FNE Emergencial, foram realizadas 151,5 mil operações de crédito desde abril deste ano. O Ceará conta com o maior número de contratos - 46.836 financiamentos com R$ 601,94 milhões. Na Bahia, foram 24.970 captações, com o valor de R$ 501,43 milhões e, em Pernambuco, foram R$ 312,41 milhões em 10.816 acordos. Os maranhenses contrataram R$ 257,43 milhões em 17.230 operações. Na Paraíba, foram R$ 216,33 milhões (9.051 contratos). Na sequência, aparecem Piauí, com 215,71 milhões (13.774 acordos); Rio Grande do Norte, com R$ 181,5 milhões (6.388 contratos); Sergipe, com R$ 130,5 milhões (9.342 operações); e Alagoas, com R$ 127,25 milhões (6.958 financiamentos). Pequenos comércios, cooperativas e trabalhadores autônomos em municípios do norte de Minas Gerais e parte do Espírito Santo, também na área de atuação do FNE, tiveram acesso a R$ 183,77 milhões em 6.179 contratos. Na região Nordeste, as atividades de comércio e serviços captaram R$ 2,47 bilhões do total disponibilizado pela linha emergencial. O setor industrial na região contratou R$ 168,97 milhões, enquanto o segmento de turismo teve acesso a R$ 72,8 milhões. Também foram concedidos R$ 11,1 milhões para a agroindústria.

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