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Economia Rebanho bovino alagoano recuou 1,2% na passagem de 2018 para 2019, aponta levantamento do IBGE

ALAGOAS TEM QUEDA NO REBANHO A ALTA NA PRODUÇÃO DE LEITE

Individualmente, a produção de leite alagoana é a maior da região Nordeste e acima da média de 2.141 litros observada para o Brasil

Por Hebert Borges | Edição do dia 16/10/2020 - Matéria atualizada em 15/10/2020 às 19h51

O rebanho bovino em Alagoas diminuiu 1,2% em 2019 na comparação com o ano anterior. Segundo os dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 14 mil cabeças de gado a menos no estado. Em 2019 o rebanho alagoano alcançou a marca de pouco mais de 1,233 milhão de cabeças de gado. Em 2018 esse número era de 1,247 milhões. De acordo com o Instituto, a queda em Alagoas contrasta com o crescimento do rebanho bovino no Brasil, que, após dois anos consecutivos em queda, apresentou leve alta de 0,4% e garantiu a marca de 214,7 milhões de cabeças de gado. O número mantém o Brasil como o segundo maior rebanho bovino do mundo e o principal exportador desse tipo de carne. Em Alagoas, Viçosa é o município com o maior rebanho bovino, com 40 mil cabeças. Em seguida aparecem Palmeira dos Índios (36,5 mil), Chã Preta (32 mil), Major Isidoro (31,1 mil) e União dos Palmares (31 mil). Juntas, estas cidades representam 13,8% do rebanho bovino estadual. Já a participação relativa de Alagoas em relação ao total do Brasil é de 0,6%. Os números mostram também que as 250,5 mil vacas ordenhadas em Alagoas no ano passado produziram o equivalente a 603,8 milhões de litros de leite, o que representou uma produtividade anual de 2.410 litros por animal. Individualmente, a produção é a maior da região Nordeste e acima da média observada para o Brasil (2.141 litros). No país, somente quatro estados registraram maior produtividade que Alagoas no ano de 2019: Santa Catarina (3.817 litros), Rio Grande do Sul (3.610 litros), Paraná (3.324 litros) e Minas Gerais (3.012 litros). A média da região Nordeste foi de 1.405, com Sergipe (2.253) e Pernambuco (2.212) completando a lista dos três primeiros. Do outro lado da ponta, o Maranhão (628) teve a menor produtividade. O leve aumento no número de animais e a melhora na produtividade levaram Alagoas a superar, em 2019, a produção do ano anterior. Em 2018, as 249,8 mil vacas ordenhadas produziram 587,3 milhões de litros de leite (2.351 litros por animal). Os 603,8 milhões de litros de leite produzidos em 2019 representaram 1,7% da produção nacional, posicionando Alagoas no posto de 13º maior produtor do país e 4º da região Nordeste. Entre os vizinhos, somente Bahia, Pernambuco e Ceará aparecem à frente. O valor de produção do leite alagoano chegou a R$ 712,6 milhões de reais. No Brasil, a produção de leite de vaca chegou a 34,8 bilhões em 2019, um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior, atingindo um valor de produção de R$ 43,1 bilhões. Essa alta vem do ganho de produtividade, já que o efetivo de 16,3 milhões de vacas ordenhadas foi 0,5% menor em relação ao ano anterior. Com menos animais produzindo mais leite, a produtividade subiu para 2.141 litros de leite por vaca ao ano. Em Alagoas, alta no efetivo de equinos é de 7% em 2019 Em relação ao efetivo de equinos, Alagoas registrou 92.025 cabeças em 2019, o que assegurou uma participação relativa de 1,6% do total nacional. A alta foi de 7% em relação às 85.966 cabeças no estado em 2018. Entre os municípios alagoanos, Girau do Ponciano (3,5 mil), União dos Palmares (3,5 mil), Viçosa (3,5 mil), Igreja Nova (2,4 mil) e Santana do Mundaú (2,4 mil) registraram os maiores efetivos. Juntas, as cinco cidades representam 16,6% do rebanho estadual de equinos.

MOLUSCOS

Os dados da PPM mostram que municípios alagoanos ganharam posições de destaque entre os 5.570 do Brasil. Com uma produção de 30 toneladas dos peixes traíra e trairão em 2019, Boca da Mata foi a 3º maior produtora entre todas as cidades do país. Limoeiro de Anadia, com oito toneladas, ocupou o posto de 17º maior produtor nacional.

Já o município de Traipu se destacou na produção do peixe tucunaré. Isso porque as duas toneladas de 2019 asseguraram a condição de 12º maior produtor do país. Coruripe, por sua vez, foi o 15º maior produtor de peixes alevinos entre todos os municípios do Brasil, com uma produção de 19.200 milheiros.

Com uma produção de 32 toneladas, a Barra de São Miguel foi o 14º maior produtor do país de ostras, vieiras e mexilhões em 2019. O município de Roteiro, com 15 toneladas, ocupou a 20ª colocação no ranking. A produção total de 51 toneladas assegurou ao estado alagoano a condição de maior produtor da região nordeste de ostras, vieiras e mexilhões. Nacionalmente, Alagoas fica atrás de Santa Catarina (14.807 toneladas), Pará (87 toneladas), Paraná (78 toneladas), São Paulo (66 toneladas) e Rio de Janeiro (58) toneladas.

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