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Economia No ano passado, dos 5,4 milhões de barris, 5,2 milhões eram de poços terrestres

RESERVAS DE PETRÓLEO EM ALAGOAS RECUARAM 62% NA ÚLTIMA DÉCADA

Em 2010 eram 15,3 milhões de barris, que caíram para 5,7 milhões em 2019, segundo levantamento

Por Hebert Borges | Edição do dia 17/10/2020 - Matéria atualizada em 16/10/2020 às 20h02

As reservas de petróleo em Alagoas recuaram 64% na última década, de acordo com o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2020, divulgado na última quinta-feira (15), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os números mostram que as reservas alagoanas caíram de 15,3 milhões de barris em 2010, para 5,4 milhões em 2019.

O anuário mostra que a maior parte das reservas alagoanas está localizada em poços terrestres. No ano passado, dos 5,4 milhões de barris, 5,2 milhões eram de poços terrestres. Apenas 200 mil barris eram oriundos de poços no mar. A maior reserva da década foi registrada em 2011, quando foram registrados 21,9 milhões de barris em Alagoas. A partir de 2016 que as reservas alagoanas começaram a ficar abaixo dos 10 milhões de barris, e no ano passado registrou o menor valor da década, 5,4 milhões de barris. O anuário também revelou uma redução nas reservas de gás natural em Alagoas, que saíram de 5,2 bilhões de metros cúbicos em 2010 para 2 bilhões em 2019. Assim como no caso do petróleo, a maior parte das reservas de gás natural de Alagoas estão em poços terrestres. Dos 2 bilhões de metros cúbicos em reservas no ano passado, 1,7 era de poços em terra, e 231 milhões em poços no mar. De acordo com a ANP, o número de poços de petróleo e gás também diminuiu em Alagoas na última década. Eram 184 em 2010 e recuou para 133 em 2019. A redução é de 27%, o que significa 51 poços a menos. Este é o menor número da década, empatado com 2017. Neste período o Estado contou sempre com apenas um poço no mar.

ROYALTIES

Segundo a ANP, a distribuição de royalties sobre a produção aumentou neste período. Somando os repasses feitos ao Estado e aos municípios, foram 126,5 milhões no ano passado, frente 62,5 milhões em 2010. O aumento é de 102%. Como quase todos os poços de petróleo e gás de Alagoas são terrestres, os proprietários da terra onde eles estão localizados recebem um pagamento sobre a produção dos poços. De acordo com a ANP, em 2019 foram pagos R$ 24 milhões a 44 proprietários. Este foi o maior montante pago na última década. Para se ter uma ideia, em 2018 estes proprietários receberam R$ 4 milhões. Um aumento de 500%, e em números absolutos R$ 20 milhões a mais. No mesmo dia em que a ANP divulgou o anuário, a Petrobras emitiu comunicado aos investidores que iniciou a fase vinculante referente à venda de toda sua participação em um conjunto de sete concessões terrestres e de águas rasas (Polo Alagoas) localizadas no estado de Alagoas. De acordo com a empresa, os potenciais compradores habilitados para essa fase receberão carta convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes. De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, após esta fase que serão divulgados em comprar as participações da Petrobras em Alagoas. No comunicado, a Petrobras informa que “a operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos”. O Polo Alagoas que será vendido compreende sete concessões de produção: Anambé, Arapaçu, Cidade de São Miguel dos Campos, Furado, Paru, Pilar e São Miguel dos Campos. O campo de Paru está localizado em águas rasas, com lâmina d’água de 24 metros. Os demais campos são terrestres. Além dos campos e suas instalações de produção, está incluída na transação a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, cuja capacidade de processamento é de 2 milhões de metros cúbicos por dia, e que é responsável pelo processamento de 100% do gás do polo e pela geração de Líquido de Gás Natural (LGN).

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