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Imóveis

SETOR IMOBILIÁRIO PROJETA ALTA NO PREÇO DE IMÓVEIS PARA 2021

Entre os motivos para o aumento está a alta nos preços dos insumos e o deficit habitacional

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Estoque de imóveis novos na capital alagoana é de 3,3 mil unidades, segundo levantamento do sindicato do setor
Estoque de imóveis novos na capital alagoana é de 3,3 mil unidades, segundo levantamento do sindicato do setor -

O sonho da casa própria deve custar mais caro para o alagoano no ano que vem. A estimativa é dos setores imobiliário e da Construção civil de Alagoas. Entre os motivos para o aumento, segundo as entidades, está a alta nos preços dos insumos para a construção e o deficit habitacional. De acordo com o presidente do Sindicato da Construção Civil de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Breda, a desocupação de milhares de imóveis em quatro bairros de Maceió afetados pelo afundamento do solo causado pela exploração de sal-gema feita pela Braskem deve agravar o deficit habitacional. “São cerca de nove mil imóveis que não temos em estoque. O estoque atual é de 3.330 unidades”, revela. Breda avalia que as pessoas que pretendem adquirir imóveis novos terão dificuldade porque não haverá estoque. Além disso, segundo ele, o preço deve aumentar porque o setor deve repassar as altas nos insumos da Construção. O presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi-AL), Jubson Uchoa, corrobora a fala de Breda. Uchoa conta que há uma demanda aquecida, especificamente, por casas e loteamentos, além, segundo ele, de uma tendência de se procurar moradias em zonas fora dos grandes centros. Os presidentes das entidades também comentaram o anúncio da Caixa Econômica Federal (CEF) de que a partir desta quinta-feira (22) as pessoas físicas que assinarem contratos novos de financiamento habitacional pela Caixa no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) pagarão taxas menores. A redução é de até 0,5 ponto percentual nos juros, que passarão a variar entre Taxa Referencial (TR) mais 6,25% ao ano e TR mais 8% ao ano, dependendo do perfil do cliente. De acordo com Alfredo Breda, trata-se de uma redução importante e necessária. “Nós já esperávamos que isso ocorresse. Queríamos, naturalmente, que tivesse uma taxa de juros menor do que a que foi divulgada”, conta. Breda diz esperar novas reduções. Jubson Uchôa classifica a redução como “uma medida importante de estímulo ao setor e significa mais um passo em um cenário que já estava sendo considerado um dos mais positivos dos últimos anos para a aquisição de imóveis”.. Os dois presidentes contam que os setores veem o futuro com otimismo. Breda conta que já há previsão de lançamento de novos empreendimentos para o mês de novembro, mas que em março é que deve ser o pico dos lançamentos. Uchoa diz que após uma fase inicial de paralisação geral, o que se vê agora, “é o reflexo de uma demanda que foi reprimida nos últimos anos por conta da crise e que, diante deste cenário favorável de juros e financiamento, já ganha velocidade de movimentação”. Breda classifica o futuro como uma “ladeira crescente”. Segundo ele, desde antes da pandemia o setor vinha numa crescente. “A velocidade de vendas vinha subindo, com a pandemia ficamos receosos, mas para nossa surpresa as vendas continuaram. Em Julho tivemos o segundo melhor índice de velocidade de vendas. As vendas este ano estão melhores que no ano passado”, revela.

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