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Montadoras reclamam do pre�o do a�o

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Depois da General Motors e da Ford do Brasil terem se manifestado contra a decisão das siderúrgicas de aumentar de 10% a 15% os preços do aço a partir de janeiro, foi a vez da Anfavea (Associação que representa as montadoras no País) criticar a proposta de reajuste da matéria-prima. ?O impacto do aço na formação de custos da cadeia automotiva aumentou nos últimos dois anos e já é superior a 20%, conforme avaliação das empresas do setor?, disse a Anfavea por meio de comunicado. Para as montadoras, o reajuste do aço pode provocar aumentos de preços e ?vir a ter impacto na própria estabilidade da inflação no País?. A entidade informou que de janeiro de 2002 a outubro deste ano os preços do aço para a indústria automotiva subiram em média 56% e, com esses novos aumentos pretendidos, subiriam de 75% a 80% no período de 24 meses, contra um IGP-M estimado de cerca de 36%, relatou a Anfavea. Ricardo Carvalho, presidente da entidade, destacou que a internacionalização dos preços pelas siderúrgicas levou a aumentos freqüentes e anormais, ?que não se justificam, porque os custos de produção do aço nacional, seguramente, são bem inferiores aos custos de produção do insumo no mercado internacional, até porque os investimentos de base na siderurgia já foram em grande parte amortizados na lógica da privatização e da operação ao longo do tempo?.

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