Avannço
SUPERMERCADOS DE ALAGOAS REGISTRAM ALTA DE 28% NAS VENDAS
Isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus provocou aumento na procura de produtos da cesta básica
O isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus provocou mudanças alimentares entre os consumidores. Prova disso é que, segundo o presidente da Associação dos Supermercados Alagoanos (ASA), Raimundo Barreto, a venda dos itens da cesta básica, como arroz, feijão e óleo representam a maior parte dos produtos comercializados durante a pandemia. Dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) mostram que as vendas nos supermercados de Alagoas aumentaram 28% em setembro passado.
Barreto conta que em paralelo a essa crescente na procura pelos itens da cesta básica, o preço deles aumentou. “Esses aumentos que aconteceram em Alagoas ocorreram em nível nacional. Arroz, feijão, carne, óleo, tomate aumentaram no início da pandemia dada a demanda de exportação, houve questão de safra também”, conta. O presidente da ASA pondera que o objetivo dos empresários do setor não é aumentar os preços, mas repassam as altas.
O servidor público Dário dos Santos Júnior conta que além de feijão e arroz houve aumento no consumo de massa pronta para bolos, leite condensado, leite e ovos. “Por estarmos em quarentena e com receio de contaminação, preferimos ficar em casa e testar novas receitas”, detalha. Dário Júnior conta ainda que reduziu o consumo de carnes e enlatados. “Com a alta de preços da carne e seus derivados nosso consumo destes produtos foi substituído por outro hábito, o de comer mais vegetais e carnes brancas”, completa.
O servidor público relata que no auge da pandemia não sentiu tanto o peso dos aumentos, mas agora, com a retomada de alguns setores, ele diz que já sente o impacto nos produtos alimentícios. “Por isso hoje estamos economizando e não consumindo tantos produtos que antes a gente consumia”.
O estudante André Silva revela que diminuiu o consumo de feijão, mas em razão do preparo, que ele considero mais demorado. “Sozinho em casa, não vi necessidade de comprar ou preparar. Quando queria, pedia pronto em aplicativos”, diz. No entanto, ele brinca que o macarrão foi a salvação quando não tinha mais saída. “Comprei muito macarrão, é rápido e tem várias possibilidades”, explica.
O estudante conta que, por mais que tenha permanecido e ainda esteja em casa, aumentou também o consumo de alimentos industrializados e fast food. “Sei que parece controverso, mas também não me pareceu uma boa ideia usar todo o meu tempo em casa cozinhando sempre. Teve aventura na cozinha, mas também teve um aumento muito grande de pedidos em aplicativos de comida”, diz.