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BALANÇA COMERCIAL ALAGOANA REGISTRA DEFICIT DE R$ 100 MILHÕES

No acumulado do ano, importações superaram as exportações em R$ 1,23 bilhão, diz ministério

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Estados Unidos foram principais compradores de produtos alagoanos no mês passado
Estados Unidos foram principais compradores de produtos alagoanos no mês passado -

O saldo da balança comercial de Alagoas registrou um deficit de US$ 18,52 milhões em outubro - o correspondente a R$ 100,2 milhões no câmbio atual, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9), pela Secretaria do Comércio Exterior, órgão vinculado ao Ministério da Economia. De acordo com o levantamento, no mês passado Alagoas exportou US$ 40,17 milhões (o equivalente a R$ 217,45 milhões no câmbio atual). Já as importações movimentaram US$ 58,70 milhões - ou R$ 317,75 milhões. Com o resultado de outubro, a balança comercial alagoana - medida pela diferença entre as exportações e as importações - acumula um deficit de U$ 229,1 milhões (R$ 1,23 bilhão). O volume é resultado dos US$ 300,2 milhões exportados e dos US$ 529,3 milhões movimentados com as importações no período. Em outubro, as exportações de produtos das indústrias alimentares - em especial o açúcar e melaço, bebidas, líquidos alcoólicos e vinagres, tabaco e seus semelhantes manufaturados movimentaram US$ 39,33 milhões, o correspondente a 98% de todo o produto exportado por Alagoas. Segundo os dados do Ministério da Economia, os Estados Unidos foram os principais compradores de produtos alagoanos no mês passado, com gastos na ordem de US$ 25,03 milhões. Em seguida aparecem a Ásia (US$ 9,28 milhões), países da América do Sul (US$ 4,31 milhões) e Europa (US$ 1,33 milhão). Já os maiores fornecedores de produto para Alagoas em outubro foram a Ásia - em especial a China - com US$ 28,39 milhões, América do Norte (US$ 9,33 milhões), Europa (US$ 8,75 milhões) e América do Sul (US$ 7,36 milhões).

ACUMULADO

Já no acumulado de janeiro a outubro, açúcar e melaço foram os principais itens exportados por Alagoas, com89% do total de tudo o que foi mandado para o exterior. Em valores absolutos, as exportações desses produtores movimentaram US$ 266 milhões, um aumento de 39,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em todo o País, a balança comercial registrou o segundo maior superavit para meses de outubro. De acordo com o Ministério da Economia, no mês passado o Brasil exportou US$ 5,473 bilhões a mais do que importou. O resultado só perde para outubro de 2018, quando a balança comercial tinha registrado superavit de US$ 5,792 bilhões.

No mês passado, o país vendeu US$ 17,855 bilhões para o exterior, com leve alta de 0,3% pelo critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. Com o resultado, a balança comercial acumula superavit de US$ 47,662 bilhões de janeiro a outubro, o segundo melhor resultado da série histórica para o período, perdendo para janeiro a outubro de 2017, quando o superavit da balança comercial atingiu US$ 58,451 bilhões.

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No acumulado de 2020, as exportações somam US$ 174,379 bilhões, retração de 6,5% na comparação com o mesmo período de 2019 pela média diária. As importações totalizam US$ 126,717 bilhões, recuo de 14,7% pelo mesmo critério. A maior parte da alta do saldo em outubro é explicada pela queda da importação da indústria de transformação, que recuou US$ 140,67 milhões pela média diária em relação ao mesmo mês do ano passado, e da indústria extrativa, cujas compras do exterior encolheram US$ 15,16 milhões. Do lado das exportações, o fim da safra de grãos fez as exportações da agropecuária caírem US$ 36,93 milhões pela média diária em relação a outubro do ano passado. Em contrapartida, as vendas da indústria extrativa subiram US$ 14,89 milhões, e as exportações da indústria de transformação, que acumulavam uma longa sequência de quedas, subiram US$ 23,38 milhões na mesma comparação. Entre os produtos que puxaram a queda das exportações agropecuárias em outubro, os destaques foram a soja, cujo valor vendido recuou US$ 37,31 milhões no critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado, e o algodão bruto, com retração de US$ 2,91 milhões na mesma comparação. As vendas de café não torrado, porém, saltaram US$ 5,14 milhões pela média diária no último mês. Na indústria extrativa, subiram as exportações de minério de ferro, com alta de US$ 43,52 milhões em relação a outubro do ano passado pela média diária, motivadas tanto pelo aumento de mais de 40% da demanda como pela alta no preço internacional. As exportações de óleos brutos de petróleo, no entanto, continuam a cair e encerraram o mês passado com queda de US$ 29,6 milhões. Nesse caso, a queda deve-se tanto à queda do preço internacional como do volume de demanda por causa da pandemia da covid-19. Na indústria de transformação, a alta decorreu de produtos considerados semimanufaturados até o fim do ano passado, mas que passaram a ser classificados como industrializados em respeito às normas internacionais. O aumento nas exportações foi puxado pelo açúcar e pelos melaços, com alta de US$ 35,36 milhões pela média diária, pelo ouro (+US$ 8,31 milhões). As informações são da Agência Brasil.

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