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�ltimo dia para as moedas prateadas de R$ 1

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EDIVALDO JUNIOR Hoje é o último dia. Vasculhe o fundo da bolsa, balance a carteira, faça uma boa checagem nas gavetas e nos cofrinhos, verifique os bolsos de calças e camisas. Se encontrar a moeda prateada de R$ 1, trate de gastar logo. A partir de amanhã ela passará a ser recusada legalmente no comércio. Já pensou em ir ao banco, enfrentar fila só para trocar a moeda prateada? Pois é isso que vai acontecer com quem tiver as moedas prateadas a partir de amanhã e não quiser perder o dinheiro. De 24 de dezembro de 2003 até 22 de março de 2004 essas ?pratas? só poderão ser trocadas em agências bancárias. Após esse prazo só os escritórios do Banco Central (BC) e algumas agências do Banco do Brasil vão fazer a troca. A mudança está sendo feita para inibir a falsificação da moeda em aço inoxidável, material que se tornou bastante acessível. A partir de amanhã, serão aceitas no comércio apenas as moedas bimetálicas - prateadas no centro e douradas nas bordas, consideradas mais bonitas e seguras. O recolhimento da moeda prateada nos bancos começou no dia 22 de setembro. Segundo o BC, das 214,7 milhões de moedas de R$ 1 em aço inoxidável que estavam em circulação no mercado, apenas 30 milhões foram trocadas até o dia 12 deste mês. Segundo o superintendente estadual do Banco do Brasil, Oton Cabral Gonçalves, não há como informar quantas moedas foram recolhidas em Alagoas porque todas as agências bancárias estão trocando a moeda prateada pelo modelo bimetálico (com bordas douradas). ?Esse trabalho acontecerá até março. Após essa data, só os escritórios do BC e algumas agências do Banco do Brasil vão fazer a troca?, frisou. O BC vai realizar um leilão com usinas siderúrgicas interessadas em comprar a moeda antiga para derreter o aço inoxidável. Segundo o BC, as moedas de R$ 1 antigas - em circulação desde 1994- estavam causando problemas no mercado porque eram alvo fácil de falsificadores. No ano passado, por exemplo, foram identificadas 52,3 mil moedas de R$ 1 de aço inoxidável falsas. Até julho de 2003, foram 40,1 mil. A retirada de circulação das moedas da primeira família atende, também, a um pedido das empresas de vendas automáticas, cujas máquinas podem aceitar moedas, mas muitas vezes não o fazem devido aos prejuízos causados pela utilização de moedas de padrão mais antigo com dimensões similares as da primeira família.

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