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Bolsa quebra novo recorde e d�lar cai 0,37%

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São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo reduziu o ritmo de alta na última hora de pregão e fechou com valorização de 0,27%, após ficar a maior parte do dia acima de 1%. Apesar disso, o Ibovespa bateu mais um recorde ontem ao fechar com inéditos 21.688 pontos. A redução da alta na Bolsa foi puxada principalmente pela realização de lucros em papéis do setor siderúrgico e de mineração. Esse movimento foi estimulado pela notícia de que o governo zerou a alíquota de importação de um tipo de aço (com peso linear superior ou igual a 44,5 kg/m), segundo analistas. O Ministério do Desenvolvimento explicou, porém, que a resolução não terá impacto no setor siderúrgico brasileiro, por se tratar de um trilho de aço que não é fabricado no Brasil. O que houve, foi um mal-entendido. A medida tem como objetivo estimular o desenvolvimento do setor ferroviário no país. Segundo analistas, os investidores aproveitaram o momento para embolsar ganhos acumulados com papéis destes setores. Ontem, por exemplo, ações de empresas siderúrgicas e mineradoras tiveram altas expressivas. O giro financeiro da Bovespa totalizou R$ 1 bilhão, volume significativo apesar da semana mais curta em razão do feriado de Natal. O C-Bond, principal papel da dívida brasileira no exterior, caiu 0,19% nesta terça-feira, cotado a 98,06% de seu valor de face. A taxa do risco Brasil, medida pelo J. P. Morgan e que avalia a capacidade de um país honrar suas dívidas, subiu 0,20%, para 478 pontos. O dia foi praticamente parado no mercado de câmbio, devido ao feriado do Natal, que encurtou a semana. Mesmo assim, o dólar terminou a terça-feira com queda de 0,37%, a R$ 2,909 na venda, menor cotação desde 12 de novembro (R$ 2,902). José Roberto Carrera, diretor de câmbio da corretora Novação, disse que muitas empresas anteciparam vencimentos no exterior, em razão das férias coletivas, mas apesar disso a demanda por dólar foi baixa. Já a decisão do Banco Central, de resgatar integralmente uma dívida pública atrelada ao câmbio de US$ 2,6 bilhões que vence no começo de janeiro não causou pressões no mercado. Hoje o mercado será ainda mais fraco, já que funciona somente até as 11h. Na sexta, quando o horário de funcionamento será normal, a tendência também é de poucos negócios

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