Desemprego
NÚMERO DE TRABALHADORES FORMAIS CHEGA AO MENOR NÍVEL
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Das quatro posições na ocupação investigadas pela pesquisa (empregado, empregador, conta própria e trabalhador familiar auxiliar), só não houve queda em Alagoas na posição trabalhador familiar auxiliar, que cresceu 9,7% em relação ao trimestre anterior. A maior queda foi registrada na posição empregador, com 7 mil pessoas a menos que o trimestre passado, representando diminuição de 31,8%.
Em relação aos empregados com carteira de trabalho assinada, Alagoas também apresentou o menor volume em toda série histórica da pesquisa, 892 mil pessoas, o que significa 13 mil a menos que o período de abril a junho/2020. Dentre as categorias, há um movimento diverso. No setor privado, por exemplo, a pesquisa registra alta de 4,0%, o que significa algo em torno de 10 mil pessoas a mais frente ao estimado no trimestre anterior. Mas na mesma comparação com o segundo trimestre de 2020, há uma redução de pessoas com carteira assinada entre os trabalhadores domésticos (menos 10%) e entre os trabalhadores do Setor público (menos 27,3%).
INFORMALIDADE
A taxa de informalidade foi de 44,8% no trimestre encerrado em setembro, o que equivale a 399 mil pessoas sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores sem remuneração. No trimestre anterior, esse percentual foi de 46,4%.
OCUPAÇÃO
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Apenas as atividades de indústria geral e construção tiveram crescimento da população ocupada no terceiro trimestre. Na indústria geral o aumento foi de 16,4%, o que representa 10 mil pessoas a mais trabalhando no setor. Já na construção a alta foi de 6,9%, com mais 5 mil trabalhadores. Em todo o País, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em setembro atingiu 14,6%, informou o IBGE. É a maior marca da série histórica da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, que calcula a desocupação oficial do país desde o início em 2012. Em termos absolutos, eram 14,1 milhões de pessoas em busca de uma vaga de trabalho. Em comparação com o segundo trimestre, houve um aumento de 1,3 milhão de pessoas. A alta representa um aumento de 10,2% frente ao trimestre anterior e de 12,6% em relação mesmo trimestre de 2019, quando 12,5 milhões declararam estar em busca de uma colocação. Setembro foi o primeiro mês em que o valor do auxílio emergencial caiu para R$ 300. Em agosto, segundo especialistas, a perspectiva de redução do benefício já pressionava a taxa de desemprego no país.
Mais uma vez, outros parâmetros da pesquisa atingiram patamares inéditos, o que indica que o quadro real do desemprego no país pode ser bem pior do que o mostrado pela taxa oficial de desocupados. Os desalentados, ou seja, que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não vão encontrar uma vaga, somam agora 5,9 milhões, um recorde, e aumento de 3,2% (183 mil pessoas) na comparação com o trimestre anterior.HB/TB