Economia
Cana: NE vai subir produ��o para 53 milh�es de toneladas
Brasília - A Região Nordeste deve produzir 53 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no próximo ano. O número supera a produção deste ano, que ficou em torno de 48 milhões de toneladas. A previsão é do consultor técnico da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar, José Ricardo Severo. Na Região Centro-Sul - que responde por cerca de 80% da produção nacional - a estimativa é que se atinja 291,4 milhões de toneladas. ?Será a maior safra de toda a história do País?, disse. De acordo com Severo, a maior parte da cana deve ser direcionada para a produção de álcool, ao invés de açúcar. Isso porque há uma perspectiva de que irá crescer a demanda pelo combustível no País em 2004, motivada pela baixa na alíquota de ICMS cobrada sobre o produto em São Paulo, maior mercado consumidor, e pelo aumento na produção dos carros que aceitam tanto álcool como a gasolina. Para os produtores da Região Nordeste, que sofrem com a queda de preço do produto, o consultor prevê um ano com menos prejuízos em 2004. Devido às condições territoriais é mais caro produzir cana-de-açúcar nos estados nordestinos do que na Região Centro-Sul do País. E quando o preço cai devido à demanda, são os produtores do Nordeste os mais afetados. Mas, a partir de janeiro, começa a funcionar a Câmara Setorial do Setor Produtivo (Consecana) Nordeste. O órgão será formado por produtores e fornecedores e terá como função regular os preços. ?Antes os preços eram regulados unilateralmente. A partir de agora toda cadeia estará integrada?, destacou. Outra novidade para o setor é que em 2004 o Banco do Brasil estará oferecendo empréstimos aos produtores de cana. É a primeira vez que há uma linha de crédito especifica para este setor. Como é a usina quem irá avalizar o empréstimo, dando a garantia de que comprará a produção, Severo acredita que se criarão condições mais favoráveis de acesso ao crédito. Há ainda a possibilidade de o Governo retomar o programa de equalização de preços, compensando os produtores nordestinos.