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Palocci amea�a suspender IPI reduzido de montadoras

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Brasília - O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, afirmou que pode suspender a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis caso as montadoras abusem nos aumentos de preços. Empresas como Ford e General Motors já anunciaram reajustes a partir de janeiro. Ele afirmou também que 2004 ainda não será o ano dos sonhos dos brasileiros. Mas garante que as bases para o desenvolvimento sustentado estão consolidadas. ?Estamos entrando em um ciclo histórico de crescimento.? O Brasil precisa perder o complexo de vôo de galinha que vem de uma cultura de desequilíbrio fiscal e endividamento?, afirma, referindo-se ao vôo curto e rasante da ave. Palocci garante que a carga tributária se manterá nos mesmos 35,8% do PIB de 2002. R$ 136 bi em juros O setor público gastou R$ 136,3 bilhões de janeiro a novembro deste ano com o pagamento de juros da dívida, o que representa 9,59% do PIB (Produto Interno Bruto). De janeiro a novembro do ano passado, as despesas com juros de União, Estados, municípios e estatais ficaram em R$ 96,6 bilhões - 7,91% do PIB. Somente em novembro foram pagos R$ 12,6 bilhões em juros, ante R$ 9,9 bilhões em outubro. O principal motivo foi o resultado das operações de ?swap? cambial (contratos que garantem ao investidor rentabilidade mais variação do dólar) do Banco Central. Por causa da desvalorização de 3,3% do real no mês, o BC teve prejuízo de R$ 1,9 bilhão nas operações de ?swap?. Em outubro, esses contratos renderam um resultado positivo de R$ 3,1 bilhões. Fora o prejuízo com as operações de ?swap?, o governo central (que inclui Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) pagou R$ 7,3 bilhões em juros. Os governos estaduais e municipais, R$ 3,9 bilhões. As empresas estatais gastaram R$ 1,4 bilhão.

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