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VENDA DE MOTOCICLETAS RECUA 26,8% EM ALAGOAS ESTE ANO
De janeiro a novembro, foram comercializadas 16,4 mil unidades no Estado, contra 21,7 mil registradas no mesmo período de 2019
As vendas de motocicletas recuaram 26,83% este ano em Alagoas, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). De acordo com os dados, de janeiro a novembro deste ano, foram comercializadas 16.499 unidades novas no Estado, contra 21.772 vendidas no mesmo período de 2019.
Na comparação com novembro do ano passado, as vendas de novembro deste ano recuaram 23,12% - saindo de 718 unidades para 522 entre um mês e outro. Na comparação com outubro deste ano, o desempenho de novembro registrou alta de 1,1%.
Em todo o País, as vendas de motocicletas novas recuou 16,96% no acumulado do ano. Segundo os dados da Fenabrave, foram comercializadas 816,6 mil unidades de janeiro a novembro, contra 983,4 mil no mesmo período do ano passado.
Em novembro, as vendas cresceram 1,15% ante novembro de 2019, com a comercialização de 89,4 mil unidades. Na comparação com outubro, houve uma retração de 6,99%.
Nesta quarta-feira (9), Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) informou que o volume de exportações de motocicletas se aproximou do alcançado em 2019, apresentando queda de 3,4%. No acumulado do ano, porém, o percentual já chega a 18%. Este ano, o setor remeteu ao exterior 29.147 unidades, contra 35.560 de 2019.
Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, as mudanças provocadas pela pandemia de covid-19 impactaram o setor. “Atualmente, a gente sofre um desequilíbrio entre oferta e demanda, fundamentalmente provocado pelo fato de que a motocicleta continua sendo um veículo acessível, ágil, de baixo consumo de combustível, baixo custo de manutenção”, afirmou.
“Essa fuga do transporte público, com a busca pelo transporte individual, colocou a motocicleta num protagonismo inesperado. Além disso, com o serviço de entrega, ela ganhou um protagonismo que já era muito forte no mercado brasileiro e ficou ainda maior”, acrescentou.
Quanto à produção de bicicletas, a expectativa é de que fique 20% abaixo do patamar de 2019 (919.924 unidades), totalizando 736 mil. A variação, em relação a novembro do ano passado foi negativa, de 19,7%. O esperado era que o setor encerrasse o ano com uma produção de 1,175 milhão de motocicletas. Atualmente, o total é de 937 mil, quantia 15,4% inferior. Sobre o desempenho da indústria no ano que vem, Fermanian afirmou que a previsão consolidada deverá ser divulgada somente em janeiro. Para ele, as circunstâncias da crise sanitária têm mudado rapidamente, de modo que se torna inviável adiantar números e traçar uma perspectiva. “É difícil elaborar um plano efetivo, sem ter controle da pandemia e também em relação à recuperação da economia do país. A expectativa, no mínimo, é voltar pelo menos ao patamar de 2019 e zerar esse débito, esse negativo que será registrado em 2020.” As informações são da Agência Brasil.