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COMÉRCIO DE MACEIÓ REGISTRA MOVIMENTO INTENSO E AGLOMERAÇÃO

Compras de fim de ano leva centenas de consumidores ao Calçadão do Comércio em meio à pandemia que voltou a crescer em Alagoas

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Consumidores se aglomeram no Centro de Maceió para garantir presente de fim de ano
Consumidores se aglomeram no Centro de Maceió para garantir presente de fim de ano -

Com o Natal se aproximando, inicia-se a corrida pelos presentes no Centro de Maceió. Normalmente aguardado ansiosamente pelos vendedores da capital, o boom de vendas deste fim de ano ocorre em meio à pandemia da Covid-19, que apresenta um crescimento em todo o estado após um longo período de estabilidade. Nesta segunda-feira (21), cenas de aglomerações e desrespeito a orientações médicas foram vistas no Calçadão do Comércio. “Tá bem intenso [o movimento]. As pessoas geralmente deixam para a última hora a compra os presentes. [A loja] tá abrindo até domingo para aproveitar, chega final de ano é sempre o mesmo movimento”, disse Camila Alves, que trabalha em uma loja de venda de acessórios de celular no Centro. Nas ruas, pessoas circulam até mesmo sem máscaras em meio às centenas que frequentam o Centro diariamente. Nas poucas lojas que limitam o número de clientes por vez, grandes grupos aguardam sua vez na porta. Além da multidão no Calçadão, muitas lojas não checam a temperatura dos clientes ou limitam o número de pessoas nos interiores. “É livre, qualquer um pode entrar com máscara e passando álcool em gel na mão”, disse Camila, quando questionada sobre restrições em seu estabelecimento.

MOVIMENTAÇÃO

Como a Gazeta de Alagoas mostrou, as vendas de fim de ano em Maceió devem movimentar R$ 44,9 milhões este ano, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL). Embora a intenção de consumo tenha caído quatro pontos percentuais em relação ao ano passado —este ano 62,6% dos maceioenses pretendem ir às compras—, o volume de recursos movimentados este ano é 28,2% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. De acordo com a Fecomércio, esse aumento se justifica pelo alta de R$ 87,37 nos gastos deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Desta forma, o ticket médio de compras por consumidor passou de R$ 273,20 para R$ 360,57 entre um ano e outro. Para o assessor econômico da Fecomércio-AL, Felippe Rocha, isso é reflexo da inflação e das altas nos preços, fazendo com que os consumidores desembolsem mais para distribuírem presentes entre parentes e amigos. Segundo ele, o aumento sinaliza recuperação da economia e, em conjunto com uma redução das taxas de desemprego —tanto no país, quanto no Estado—, deve motivar os empresários a contratarem mais temporários, a investirem mais na diversificação de mercadorias e nos serviços ofertados, estimulando toda uma cadeia econômica já bastante aquecida. “Para o comércio, este é o melhor período de vendas. Particularmente este ano, é tempo de tentar reduzir o prejuízo de quatro meses parados. Temos fatores positivos que podem ajudar a esse momento ser melhor do que o esperado, como o 13º salário, o auxílio emergencial, mesmo que menor, o saque emergencial do FGTS e a contratação de temporários”, avalia. A pesquisa da Fecomércio revela que 30,3% dos maceioenses pretendem comprar um presente, enquanto outros 27,1% têm intenção de comprar dois. Outros 21,7% vão comprar três e 18,5% têm intenção de comprar cinco ou mais presentes. Dos 32,8% dos consumidores que não irão presentear, os principais motivos são cautela (30,48%), endividamento (17,65%), falta de costume em presentear (16,04%), desemprego (11,23%), comemoração de outra maneira (11,23%) e não ter a quem presentear (9,63%), entre outras questões.

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