Economia
Show pirot�cnico � atra��o principal na orla de Macei�
FÁTIMA VASCONCELLOS A virada do ano, por si só, deixa todo mundo mais sensível. A comoção é generalizada e a tradicional queima de fogos aguça ainda mais a emotividade. Este ano, tanto na Praça Multieventos quanto em frente ao Maceió Mar Hotel, os fogueteiros responsáveis pelo show prometem mais efeitos especiais e maior tempo de duração do espetáculo, variando de 11 a 15 minutos. No Maceió Mar a equipe contratada para o show pirotécnico é da cidade de Santo Antônio do Monte, em Minas Gerais, comandada por Sidônio Fernandes do Couto. Serão usados produtos importados, para reduzir a fumaça e garantir muitíssimo efeito e recursos de segurança. Efeitos, cascatas, legendas, fitilhos, e vários outros tipos de fogos de artifício vão abrilhantar a chegada de 2004. Desde a queima de estampidos até megashow pirotécnico. Para quem não sabe, o trabalho tem como base a pólvora negra, uma mistura de salitre (nitrato de potássio), enxofre e carvão. Esta descoberta, atribuída aos chineses, é aparentemente inferior ao ano 1000 d.C., sendo o povo chinês também responsável pelo desenvolvimento dos fogos de artifício. Em um fogo de artifício são vários os componentes, como por exemplo, os sais de potássio, usados preferencialmente no lugar dos de sódio. Os sais de sódio também emitem intensa luz amarela quando aquecidos, sendo a luz tão forte que encobre as outras cores emitidas. Cores O aspecto mais notável dos fogos de artifício são as cores e os clarões. A luz branca é produzida pela oxidação do magnésio ou do alumínio a alta temperatura e os clarões ofuscantes são de misturas de Mg e KClO4. A luz amarela é a mais fácil de se obter, pois os sais de sódio emitem-na intensamente. Os fogos de artifício, geralmente, contêm sódio na forma criolita, Na3AlF6 , que não é higroscópico. Os sais de estrôncio usam-se para luz vermelha e a luz verde é dos sais de bário, como o Ba(NO3)2. Observe bem, ao olhar o espetáculo de fogos, a cor azul. Verá bem pouca, pois é a mais difícil de se conseguir. A melhor maneira de se obter é a partir da decomposição do cloreto de cobre a baixa temperatura, mas os especialistas em pirotecnia continuam a buscar azuis melhores e mais brilhantes.