Pesquisa
ALAGOAS TEM A QUARTA MAIOR TAXA DO PAÍS DE AUXÍLIO EMERGENCIAL
Apesar disso, número de domicílios onde algum morador era beneficiário do governo federal recuou pela terceira vez seguida
O número de domicílios alagoanos onde algum morador era beneficiário do Auxílio Emergencial do governo federal recuou pela terceira vez seguida. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que, no mês de novembro, 58,4% dos domicílios do estado contavam com a ajuda. Na comparação com outubro a queda foi de dois pontos percentuais. Agosto foi o mês com maior percentual, 63,5%.
Mesmo com o recuo, Alagoas ocupou em novembro passado o posto de quarto estado do País com maior percentual de domicílios com beneficiários do auxílio. No Nordeste, apenas o Maranhão registrou percentual maior, (60,2%). A liderança nacional é ocupada pelo Amapá (70,1%), seguido do Pará (61,1%) e Maranhão (60,2%).
A pesquisa mostra também que houve registro de queda na média do rendimento proveniente do auxílio emergencial recebido pelos domicílios: era R$ 950,00 em maio, atingindo o maior pico em agosto com R$1082,00 e o menor justamente em novembro com R$ 691,00.
Em todo o país, o percentual de domicílios que receberam algum auxílio relacionado à pandemia passou de 42,2% em outubro para 41,0% em novembro, com valor médio do benefício em R$ 558 por domicílio. Norte e Nordeste foram novamente as regiões com os maiores percentuais de domicílios recebendo auxílio: 57,0% e 55,3%, respectivamente.
A pesquisa mostra ainda que ocorreu aumento no nível de ocupação da força de trabalho em Alagoas no mês de novembro ante outubro, saindo de 36,9% para 37,6%, retornando ao patamar registrado em maio que foi de 37,3%. A taxa de desocupação se manteve estável, na casa dos 15,9%. Já a taxa de informalidade ficou em 41,1%, levemente acima da registrada em outubro (39,9%) indicando estabilidade, mas abaixo da taxa calculada em maio (43,8%).
CENÁRIO NACIONAL
No Brasil, a taxa de desocupação chegou a 14,2% em novembro, segundo dados da Pnad Covid. Com isso, o Brasil encerrou o penúltimo mês do ano com 14 milhões de desempregados, contingente que representa um recorde desde o início da série histórica da pesquisa. Em relação a maio, o salto foi de 38,6%. Já frente a outubro, a alta foi de 2%. O aumento no desemprego ocorreu, principalmente, no Nordeste. Nas demais regiões o número ficou estável, com exceção do Sul, que registrou queda na desocupação. Ainda assim, o levantamento revela um aumento da força de trabalho, ou seja, na população apta a trabalhar, que chegou a 98,7 milhões em novembro, alta de 0,8% frente a outubro e de 4,4% na comparação com maio. De acordo com a coordenadora do estudo do IBGE, Maria Lúcia Vieira, apesar do aumento no desemprego, a população ocupada se aproximou do patamar de março. Já o número de pessoas fora da força de trabalho chegou a 72 milhões. Isto significa uma redução de 0,9% em relação ao mês anterior e também de 4,4% se comparado com o início da Pnad Covid, em maio.