Economia
2004 ser� quente para a economia de Alagoas
EDIVALDO JUNIOR Se 2003 foi um ano ?frio? para a economia alagoana ? a exemplo da nacional ? 2004 promete ?esquentar? os negócios no Estado. Em todos os segmentos do setor produtivo, a aposta é na retomada do crescimento no ano novo. O economista Cícero Péricles anunciou, ontem pela manhã, no Bom dia Alagoas, da TV GAZETA, um ano de otimismo para a economia local. ?Alagoas deve acompanhar o crescimento do País, que deve ficar em torno de 4% em 2004?. Pouco tempo depois, às 10 horas, o governador Ronaldo Lessa anunciou, em entrevista coletiva (veja matéria na página 3 desta edição), um incremento de R$ 57 milhões anuais na receita do Estado a partir do ?acerto de contas? com o setor sucroalcooleiro. O comércio de Alagoas encerra 2003 se recuperando da crise e aposta na retomada do crescimento em 2004. E até mesmo os preços do açúcar e do álcool, que estavam deprimidos, começaram a dar sinais de recuperação em dezembro. No setor agropecuário, a expectativa é o reaquecimento dos preços de produtos importantes para os produtores alagoanos, a exemplo do coco, carne, leite e cana-de-açúcar. ?Registramos um grande crescimento nas vendas em dezembro. Acredito que em 2004, com o cenário que está surgindo na economia nacional e mundial, vamos ter resultados ainda melhores?, aponta o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Maceió, Wilson Barreto. ?Nossa expectativa é que o mercado do açúcar e do álcool se normalize, com o fim da safra no Centro-Sul e contribua para recuperar os preços da cana-de-açúcar?, avalia o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária, Álvaro Almeida. No segmento da indústria, o clima também é de aquecimento. A Braskem deve investir R$ 100 milhões para ampliar sua produção no Estado e o pólo de Marechal Deodoro deve ganhar, até o fim de 2004, oito novas empresas, segundo estimativas do presidente da Federação das Indústrias de Alagoas, José Carlos Lyra. ?O Arranjo Produtivo Local Químico e Plástico está viabilizando a instalação de novas indústrias no pólo. São empresas de médio porte que estão nas negociações finais para iniciar o processo de instalação?, disse Lyra. No setor de turismo, apesar do fechamento de dois hotéis em Maceió, em 2003, o ano termina aquecido. Hoje a rede hoteleira está com quase 100% de ocupação e 2004 começa com a promessa de novos negócios no setor, a partir da inauguração do centro de convenções e realização das obras do aeroporto e do Prodetur 2. Agora é aguardar, torcer e conferir. Se 2004 for tudo o que promete, a economia alagoana deve dar um grande salto este ano, recuperando o fraco desempenho de 2003.