Economia
Alagoano come�a 2004 pagando mais impostos
EDIVALDO JUNIOR Vá fazendo as contas. E de preferência separe um dinheiro extra para pagar as contas. 2004 está começando com um brutal aumento na carga tributária, que deve se refletir, a curto prazo, nos preços de produtos e serviços. Também ficam mais caros a partir desse começo de ano a conta de luz e as mensalidades nas escolas particulares. Em nível nacional o maior ?abacaxi? é o aumento da alíquota da Cofins de 3% para 7,6%. Os analistas apostam que essa alta vai atingir produtos e serviços, podendo deixar mais caro desde o pãozinho até o conserto do carro. Em nível local, o alagoano que tem filhos em escola particular terá de bancar um aumento de até 15% nas mensalidades. Já o maceioense começa o ano arcando com o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano. A alta é de 13,98% e reflete a variação da inflação entre outubro de 2002 e outubro de 2003. Cofins Para as empresas, o ano começa sem novos impostos, mas com aumento dos já existentes. A partir de hoje, a prestação de serviços terá retenção de 7,15% em tributos (1,5% de Imposto de Renda na fonte, mais 1% de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, mais 3% de Cofins e mais 1,65% de PIS). Até 203, a retenção era apenas de 1,5% de IR na fonte. Diversas empresas também sofrerão retenção do Imposto Sobre Serviços (ISS), cuja alíquota é 5% em Maceió, na fonte a partir de fevereiro, com a nova Cofins não-cumulativa. A partir de fevereiro, as empresas também terão de recolher 9,25% sobre suas receitas (1,65% de PIS e mais 7,6% correspondentes à nova alíquota da Cofins). ?Não faltarão assuntos para as consultorias e muito trabalho para os executivos?, diz Vicente Ianelli, sócio-diretor da Braga & Marafon Consultores e Advogados. No escuro As contas de energia estão mais caras 1,9% em todo o País. desde ontem. O reajuste, anunciado no apagar das luzes de 2003 vai atingir quem consome acima de 350 kWh. O aumento é uma conseqüência do acionamento das usinas térmicas emergenciais no Nordeste, iniciado sábado para poupar os reservatórios de água da região e afastar o risco de racionamento. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu o valor do encargo em R$ 0,0047 por kWh consumido no mês, ou R$ 2,34 (cálculo sem imposto) em uma conta de 500 kWh/mês. Além desse valor, os consumidores continuarão a pagar o ?encargo de capacidade emergencial?, que está na conta de luz desde março do ano passado e serve para pagar apenas o aluguel das usinas do seguro. O aluguel custa R$ 0,0085 por kWh consumido no mês, ou R$ 4,25 em uma conta de 500 kWh/mês. Em Maceió a conta de luz ficará ainda mais salgada. A prefeita Kátia Born (PSB) conseguiu aprovar na Câmara dos Vereadores um aumento 22% na Contribuição de Iluminação Pública (CIP). A taxa passa de R$ 5,00 para R$ 6,10. Querosene De quebra, o querosene de aviação, a nafta petroquímica e o óleo combustível começam 2004 mais caros. Entrou em vigor neste dia 1º de janeiro o reajuste de 2,6% do querosene de aviação, de 5,5% da nafta e de 2,5% do óleo combustível. Esses produtos são usados pelas indústrias e devem afetar, principalmente, os custos de passagens aéreas e produtos químicos.