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Combustíveis

PETROBRAS AUMENTA PREÇO DA GASOLINA EM 7,6% NAS REFINARIAS

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões

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Petrobras elevará o preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 0,15, para R$ 1,98
Petrobras elevará o preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 0,15, para R$ 1,98 -

A Petrobras informou nesta segunda-feira (18) que elevará o preço médio da gasolina nas refinarias em R$ 0,15, para R$ 1,98 por litro, a partir desta terça-feira (19). Já o preço do diesel não será alterado. Este é o primeiro reajuste aplicado sobre a gasolina este ano e corresponde a 7,6% sobre o valor médio de R$ 1,84, vigente desde 29 de dezembro, quando o combustível havia sido reajustado em 5% - foi o segundo reajuste no último mês de 2020. O reajuste será aplicado após avanço das cotações internacionais do petróleo nas últimas semanas. Segundo levantamento da Reuters, o preço do petróleo Brent, referência internacional, aumentou em cerca de 7,5% desde a última vez em que a Petrobras elevou os valores de gasolina e diesel, em 29 de dezembro. Nesse período, o real desvalorizou cerca de 1,5% ante o dólar. A Petrobras reiterou que seus preços têm como referência a chamada paridade de importação, impactada por fatores como os valores do petróleo e o câmbio. O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.

DIESEL

O preço médio do diesel subiu pela sétima semana consecutiva nos postos de combustíveis do Brasil, atingindo a marca de R$ 3,685 por litro, mostrou um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado na sexta-feira (15). Com o movimento, o preço final para o consumidor do diesel, combustível mais utilizado do Brasil, apurou alta de 0,27% em relação à semana anterior. O valor médio da gasolina, por sua vez, subiu 0,15% na semana, para R$ 4,572 o litro, no quarto movimento de alta semanal consecutivo, de acordo com a ANP.

ETANOL

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Os preços médios do etanol hidratado subiram em 12 estados na semana encerrada no sábado (16) ante o período anterior, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A cotação do biocombustível caiu em outros 13 estados e no Distrito Federal, enquanto, no Amapá, não houve apuração. Nos postos pesquisados pela ANP em todo o País, o preço médio do etanol caiu 0,06% na semana ante a anterior, de R$ 3,204 para R$ 3,202 o litro. Em São Paulo, principal Estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média do hidratado ficou em R$ 3,038, queda de 0,03% ante a semana anterior (R$ 3,039). Em Roraima, o biocombustível registrou a maior alta porcentual na semana, de 3,20%, de R$ 3,653 para R$ 3,770. A maior queda semanal, de 1,55%, foi verificada no Piauí (de R$ 3,679 para R$ 3,622). O preço mínimo registrado na semana passada para o etanol em um posto foi de R$ 2,649 o litro, em São Paulo, e o menor preço médio estadual, de R$ 3,038, foi verificado também em São Paulo. O preço máximo individual, de R$ 5,295 o litro, foi verificado em um posto do Rio Grande do Sul. O maior preço médio estadual também foi o do Rio Grande do Sul, de R$ 4,341.

MÊS

Na comparação mensal, o preço médio do biocombustível no País avançou 0,53%. O Estado com maior alta no período foi a Paraíba, onde o litro subiu 5,74%, de R$ 3,377 para R$ 3,571. Na apuração mensal, três Estados e o Distrito Federal apresentaram desvalorização do biocombustível. O maior recuo, de 2,02%, foi em Goiás, onde o biocombustível caiu de R$ 3,324 para R$ 3,257. Os preços médios do etanol na semana encerrada no dia 16 mostraram-se vantajosos em comparação com os da gasolina em apenas dois estados brasileiros – Minas Gerais e Goiás, dois grandes produtores do biocombustível, com paridade de 68,84% e 68,04%, respectivamente, entre o preço do etanol e da gasolina. Em São Paulo, maior produtor nacional, a paridade é de 70,49%. O levantamento da ANP considera que o etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso. Na média dos postos pesquisados no País, a paridade é de 70,03% entre os preços médios de etanol e gasolina, levemente desfavorável ao biocombustível.

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