Economia
Queda de pre�os leva setor leiteiro a fechar ano em crise
?A pecuária de leite alagoana encerrou 2003 em crise?. A afirmativa é do presidente da Cooperativa de Produtores de Leite de Alagoas (CPLA), Ricardo Barbosa, que é enfático ao falar que as indústrias do Estado desrespeitaram todos os acordos de negociações de preços do leite. De acordo com Barbosa, o produtor de leite alagoano não tem o que comemorar. ?Em dezembro de 2002, o produtor estava recebendo das indústrias por cada litro de leite R$ 0,44, um ano depois estão recebendo apenas R$ 0,42. Neste período, todos os insumos aumentaram?, disse Barbosa, acrescentando que a queda de preço do litro de leite não foi repassada em momento algum para o consumidor. A situação do setor leiteiro, segundo Barbosa, só não terminou o ano pior em função do programa social do leite. Atualmente, os pequenos produtores da CPLA fornecem nove mil litros de leite diariamente ao programa. A previsão da Secretaria Executiva de Agricultura é que no início deste ano o número passe para 40 mil litros, mas mesmo assim, Barbosa não aponta a situação como favorável. ?A Secretaria convidou as indústrias grandes para participarem do programa, as mesmas indústrias que massacram o pequeno produtor de leite?, reclama. Avicultura Os primeiros três meses de 2003 foram difíceis para os avicultores alagoanos. O preço do quilo do frango vivo estava em baixa e o preço dos insumos em alta, o que causou o fechamento de várias granjas. Mas de abril a dezembro a situação inverteu e os avicultores puderam se recuperar. Segundo o vice-presidente da Associação dos Avicultores e Suinocultores de Alagoas (Avisal), Antonio Brandão, o setor encerrou 2003 com um balanço positivo. ?O preço do quilo de frango vivo fechou o ano custando entre R$ 2,05 e 2,10 e o custo de produção em torno de R$ 1,85. Atualmente, a produção semanal está estabilizada entre 200 mil aves e 210 e faturamento em torno de 1,1 milhão por semana, acrescentou Antonio Brandão. A Avisal está otimista em relação a 2004, mas acrescenta que tudo vai depender da safra de milho e das exportações de frango.