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Risco-pa�s desaba e fecha no menor n�vel desde 1998

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O risco-Brasil iniciou o ano em queda de 4,5%, aos 447 pontos, menor nível desde abril de 1998. Esse indicador, calculado pelo banco americano JP Morgan, reflete a percepção de segurança que os investidores estrangeiros têm em relação à capacidade de um país de pagar sua dívida externa. Quanto menor o risco, menor o receio de um calote. Em 2003, o risco-Brasil caiu 67,5%, a maior queda da história do indicador, criado em 1994 pelo banco americano JP Morgan. O C-Bond, principal título da dívida brasileira, subiu ontem 0,25% e encerrou cotado a 98,625% do valor de face, novo recorde. Em 2003, o papel acumulou alta de 48%. Se o título atingir 100% do valor de face, o governo brasileiro terá o direito de recomprar os papéis. O Banco Central já admitiu que a recompra é uma alternativa a ser analisada pelo país. Argentina O governo argentino voltou a afirmar nesta sexta-feira que ?nada o fará revisar? o acordo fechado com o FMI (Fundo Monetário Internacional) em setembro do ano passado. A afirmação foi feita pelo chefe-de-gabinete do presidente Néstor Kirchner, Alberto Fernández, em resposta aos comentários de que o Fundo estaria pressionando o país para reprogramar o pagamento de sua dívida com organismos multilaterais de crédito, como o próprio Fundo, o Banco Mundial e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Fernández afirmou que ?não é factível? neste momento promover mudanças na carta assinada com o FMI. ?Primeiro, a Argentina precisa impulsionar o desenvolvimento interno?, afirmou. ?No externo, a Argentina deverá cumprir com o que se comprometeu. Os organismos internacionais devem fazer o mesmo?, afirmou. O chefe de gabinete insistiu que qualquer eventual acordo que se assine com algum organismo internacional de crédito seguirá a mesmo lógica do já assinado com o FMI: garantir um acordo que favoreça o desenvolvimento da Argentina.

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