Trabalho
CONSTRUÇÃO PUXA CRIAÇÃO DE EMPREGO EM ALAGOAS EM 2020
Sozinho, o setor foi responsável por mais da metade de todos os postos formais criados no Estado no ano passado, segundo o Caged
Puxada pela construção civil, a geração de empregos em Alagoas terminou 2020 com um saldo positivo de 4.595 vagas com carteira assinada, um crescimento de 1,30% em relação ao ano anterior, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira (28), pelo Ministério da Economia. O saldo é a diferença entre as 113,9 mil admissões e os 109,3 mil desligamentos no período.
De acordo com o levantamento, o setor da construção civil foi o destaque de Alagoas no ano passado, com a criação de 52,4% do total de vagas geradas do Estado - o que corresponde a 2.411 vagas com carteira assinada, um avanço de 10,89% em relação a 2019. Dos cinco setores analisados pelo Caged, apenas a indústria encerrou o ano com saldo negativo, com a extinção de 776 postos formais de trabalho.
Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Brêda, o desempenho do setor na geração de empregos é reflexo do auxílio emergencial pago pelo governo federal por causa da pandemia. "Esse dinheiro fez com que os beneficiários adquirissem não só alimentos, mas material de construção. Na verdade, os recursos circularam na economia [como um todo]. E com a circulação, esse dinheiro acaba chegando nas mãos de empresários que acabaram comprando imóveis", justifica.
Segundo Alfredo Brêda, o setor da construção civil alagoana teve um crescimento real em 2020, o que não deve ocorrer este ano por conta do que ele considera aumentos exorbitantes no preço dos materiais de construção.
COMÉRCIO
Depois da construção civil, o comércio aparece com o melhor desempenho, com um saldo positivo de 1.458 vagas formais, uma alta de 1,66% na comparação com 2019. Em seguida aparecem o setor de serviços, com a criação de 854 postos, e a agropecuária, com 648 vagas. Em dezembro do ano passado, Alagoas gerou 1.637 vagas com carteira assinada, uma alta de 0,46% em relação ao mesmo mês de 2019. Nessa base de comparação, o setor de serviços aparece com a maior geração de empregos, com 1.289 vagas, alta de 0,81%. Em seguida aparecem o comércio, com saldo de 495 vagas e indústria (111 vagas). A construção civil extinguiu 244 postos formais, e a agropecuária fechou 14 postos. Em todo o País, foram criados 142.690 empregos formais no ano passado. Apesar do saldo positivo, os resultados mostram que não foram recuperadas as vagas perdidas pelos efeitos da pandemia do coronavírus, que levaram a um fechamento de 1,6 milhão de postos de março a junho, segundo dados do Caged. O país eliminou empregos formais em março (-271 mil), abril (-948 mil), maio (-366 mil) e junho (-24 mil); e voltou a gerar postos em julho (geração de 140 mil), agosto (com saldo positivo de 244 mil), setembro (criação de 314 mil), outubro (com abertura de quase 389 mil) e novembro (414 mil vagas). Já o resultado de dezembro foi de corte de 67.907 postos de trabalho, revertendo a tendência de crescimento observada desde julho -o último mês do ano é tradicionalmente de fechamento das vagas abertas para a temporada. No ano, houve 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos. No acumulado do ano de 2020, apenas o setor de serviços teve saldo negativo nos empregos, com o fechamento de 132.584 postos de trabalho. A construção e a indústria lideram o ranking de contratações, com a criação de 112.174 e 95.588 empregos, respectivamente. Já no mês de dezembro, o comércio foi a única atividade com saldo positivo, com mais 62.599 empregos. As informações são Agência Brasil.