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INVESTIMENTO DE ALAGOANOS NA BOLSA SOBE 78,8% EM 2020

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Alagoanos investiram R$ 930 milhões na Bolsa de Valores no ano passado
Alagoanos investiram R$ 930 milhões na Bolsa de Valores no ano passado -

O número de alagoanos que investem na Bolsa de valores cresceu 109,5% em Alagoas no ano passado, na comparação com 2019. De acordo com dados da B3, a Bolsa de valores do Brasil, 2020 findou com 17.628 contas de alagoanos. Em 2019 esse número era de 8.413. O valor total investido pelos alagoanos também aumentou. Saiu de R$ 520 milhões em 2019 para R$ 930 milhões no ano passado, o que dá uma alta de 78,8%. Ainda assim, o valor investido pelos alagoanos na Bolsa representa somente 0,20% do total nacional.

Os dados mostram ainda que mesmo os homens sendo maioria entre os investidores alagoanos, as contas com mulheres na titularidade cresceram mais do que a com homens. O número de investidoras saltou de 1.729 em 2019 para 4.252 em 2020 em Alagoas. No caso dos homens a alta foi de 100%, que saíram de 6.684 contas em 2019 para 13.376 contas em 2020.

A alta aferida em Alagoas é superior ao que foi registrado nacionalmente. Em todo o país, o número de contas de pessoas físicas cadastradas na Bolsa brasileira cresceu 92% ao longo do último ano, para 3,2 milhões. O número representa o quinto ano consecutivo de entrada de recursos na Bolsa. Em 2019, o crescimento da base de investidores pessoas físicas havia sido de 106,7%. No cenário nacional, o número de investidoras na Bolsa fechou 2020 em 847.269, o que corresponde a apenas 26,2% do número total de investidores pessoas físicas. No entanto, o número de mulheres vêm crescendo em ritmo acelerado, com alta de 118,1% na comparação com o ano passado. Apenas em março, quando houve o início das medidas de isolamento social no Brasil e o Ibovespa afundou quase 30%, entraram cerca de 300 mil investidores. No mesmo período de 2019, o crescimento mensal na base foi da ordem de 63 mil. Do total de investidores na B3 em 2020, a maior parte é formada por homens (73,7%), da faixa etária entre os 26 e 35 anos (33,6%) – em linha com 2019, quando as participações eram de 76,9% e 31,4%, respectivamente. Quando os dados são analisados sob a ótica geográfica, a maior fatia de investidores ainda está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, com destaque para São Paulo (47,8%) e Rio de Janeiro (15,3%).

De acordo com o especialista em investimentos e coordenador de pós-graduação da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) Marcelo Cambria, a tendência de alta deve continuar em 2021. E o crescimento se deve à combinação de dois fatores: educação financeira e migração de recursos.

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“As pessoas têm tido mais informação e educação financeira, além do desejo de que o dinheiro renda mais. Assim, em 2021, existe a tendência de manutenção e crescimento do número de investidores. Isto a despeito da bolsa subir ou cair: essa tendência tem se materializado nos últimos anos”. Para quem quer começar a investir, o especialista orienta fazer uma reserva financeira cortando custos e buscar o melhor investimento considerando o seu perfil. “Não adianta falar ou fazer estratégias para alta ou queda do Ibovespa. Cada investidor tem um perfil. Busque o que se apresenta melhor dentro do seu perfil, sempre antenado ao cenário atual e futuro”, ensina. Eduardo Castro, que é especialista no mercado financeiro, conta que as empresas com mais chances de apresentarem alta em 2021 são aquelas que ainda não se recuperaram da crise da pandemia. “É o caso da infraestrutura, por exemplo. Logística também continua com uma procura grande. E tem o setor de moradias, em que as pessoas estão com essa tendência de trocar de casa”, afirma. “Já o agro é algo à parte porque a gente vive sob uma pressão muito grande do relacionamento externo do país e isso influencia diretamente nos investimentos”, comenta.

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