Automóveis
VENDA DE VEÍCULOS EM ALAGOAS INICIA ANO COM QUEDA DE 20,35%
Em janeiro, foram comercializadas 1.609 unidades novas, contra 2.020 vendidas no primeiro mês do ano passado, diz Fenabrave
As vendas de veículos novos recuaram 20,35% em janeiro em Alagoas, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (2), pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. De acordo com os dados, no primeiro mês deste ano, foram comercializados no Estado 1.609 unidades - considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários -, contra 2.020 vendidos em janeiro de 2020. Na comparação com dezembro do ano passado, quando foram comercializados 2.127 veículos - as vendas em janeiro deste ano despencaram 24,35%.
Considerando apenas o desempenho de automóveis e comerciais leves - picapes e furgões -, foram comercializadas 968 unidades em janeiro, uma retração de 21,24% ante o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 1.229 unidades. Na comparação com dezembro, as vendas no mês passado despencaram 32,82%, segundo a Fenabrave. Já as vendas de motocicletas em Alagoas recuaram 19,44% em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado. De acordo com a federação, foram comercializadas 572 unidades no primeiro mês do ano, contra 710 no mesmo período do ano passado. Na comparação com dezembro, as vendas de motocicletas recuaram 1,72%. Em todo o País, as vendas de veículos em janeiro somaram 274.093 unidades, o que representa uma baixa de 8,16% na comparação com janeiro do ano passado, quando foram comercializadas 298.459 unidades. Na comparação com dezembro de 2020 (363.142 unidades), o resultado também foi de retração ainda maior, de 24,52%. De acordo com a Fenabrave, a queda nas vendas de janeiro aconteceu devido a dificuldade que as montadoras estão enfrentando com relação ao fornecimento de peças e componentes. “Outros fatores relevantes impactaram nos resultados, como a segunda onda da pandemia da Covid-19”, ressaltou o presidente da instituição, Alarico Assumpção Júnior.
Em nível nacional, outros fatores negativos também impactaram o resultado do mês, como os criados pelo governo de São Paulo, que aumentou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para veículos novos e usados, tornando os negócios das concessionárias quase que impraticáveis e colocando em risco mais de 70 mil empregos no estado. “Para se ter ideia, em São Paulo, a alíquota do ICMS sobre veículos novos passou de 12% para 13,3%, e para os veículos usados, o aumento foi de 207%, saltando de uma alíquota de 1,8% para 5,52%”, informa.
Alarico Júnior lambra ainda que com a fase vermelha no estado, as concessionárias ficaram impedidas de funcionar para vendas, no último final de semana do mês. “Se considerarmos que São Paulo responde por mais de 23% das vendas de veículos novos e por cerca de 40% das transações de usados no País, podemos ter a dimensão dos estragos que as medidas adotadas pelo governador João Dória estão fazendo, tanto para empresários como para a população em geral, que vai pagar mais pelos carros e ainda correr risco de perder o emprego, como é o caso de quem está empregado em uma das 1.700 Concessionárias”, alerta.
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COMERCIAIS LEVES
Os segmentos de automóveis e comerciais leves apresentaram queda de 11,7% em janeiro, se comparado com o mesmo mês de 2020, totalizando 162.567 veículos esse ano, contra 184.112 unidades, no primeiro mês do ano passado. Houve queda também quando comparados os dados de janeiro com os de dezembro de 2020 (232.795 unidades comercializadas). Nesse caso, a retração chegou a 30,17%. “Historicamente, o mês de janeiro costuma apresentar uma pequena retração nas vendas, já que os gastos das famílias aumentam nesse primeiro mês do ano, com matrículas e materiais escolares, IPVA, entre outras despesas. Além disso, alguns modelos estão com pouca disponibilidade no mercado, em função da falta de componentes, o que tornou previsível a queda nas vendas desses segmentos”, analisou Assumpção Júnior.