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Economia

Carros zero t�m aumento m�dio de at� 6,1%

São Paulo – Depois de serem beneficiadas pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do carro zero, as montadoras começaram a reajustar os preços de tabela de seus automóveis. A redução do IPI - que deveria ser extinta em novembro

Por | Edição do dia 06/01/2004 - Matéria atualizada em 06/01/2004 às 00h00

São Paulo – Depois de serem beneficiadas pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do carro zero, as montadoras começaram a reajustar os preços de tabela de seus automóveis. A redução do IPI - que deveria ser extinta em novembro - foi prorrogada até 29 de fevereiro. Em contrapartida, as montadoras se comprometeram a manter o nível de emprego do setor até lá e a manter seus preços até 31 de dezembro passado. Vencido o prazo, os novos preços já começaram a ser repassados para as redes concessionárias. Esse é o caso da General Motors, Fiat e Honda, que já soltaram novas tabelas de preços. Volkswagen e Ford devem anunciar seus reajustes nos próximos dias. A tabela de preços da GM sofreu um reajuste médio de 5,3%. A tabela da Fiat subiu 3% em média. Os preços dos carros da Honda vão ficar até 6,1% mais caros. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o reajuste repassa para os preços finais a elevação de alguns custos de produção do setor, como a mão-de-obra do ABC paulista, onde os funcionários tiveram um aumento salarial de 18,01% em novembro passado. Não teriam sido repassados para as novas tabelas de preços o novo aumento do aço, de 10% a 15%, previsto para este mês. Aquecimento A prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do carro zero - que deveria ser extinto em novembro - aqueceu as vendas do setor no mês passado. Levantamento da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostra que foram comercializados 169 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em dezembro, um aumento de 30% em relação a novembro. O bom desempenho de dezembro, entretanto, não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas pelo setor ao longo do ano passado. De janeiro a dezembro foram vendidos 1,430 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, um recuo de 1,1% em relação ao mesmo período de 2002. Os dados oficiais do setor serão divulgados quinta-feira pela Anfavea. Segundo analistas do setor, as vendas de dezembro foram puxadas pela prorrogação da redução do IPI até fevereiro e a injeção do 13º salário na economia.

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