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OBRAS PÚBLICAS IMPULSIONAM VENDA DE CIMENTO EM ALAGOAS

Em todo o País, a indústria de cimento registrou um crescimento de vendas de 10,5% em 2020

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Preço dos itens da construção civil têm aumentado desde julho do ano em Alagoas, aponta sindicato da construção
Preço dos itens da construção civil têm aumentado desde julho do ano em Alagoas, aponta sindicato da construção -

A indústria do cimento registrou um crescimento de vendas de 10,5%, em relação ao mesmo mês de 2020, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC). Em janeiro deste ano, o Brasil vendeu pouco mais de 5 milhões de toneladas. O impacto em Alagoas, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Breda, é reflexo do incremento de obras públicas, principalmente nos meses de setembro, outubro e novembro. A venda de cimento por dia útil no período foi de 223,6 mil toneladas, aumento de 7,3% comparado ao mês anterior e de 17,5% em relação a janeiro de 2020. Esse indicador considera que o número de dias trabalhados tem forte influência no consumo de cimento. “Esse aumento no consumo do cimento em janeiro é reflexo do que fizemos ano passado, setembro, outubro, novembro, porque as obras estavam andando e a gente precisou comprar mais cimento para andar com as obras, como também o incremento de obras públicas e isso exige uma compra maior de cimento. Então, as concreteiras, em geral, estão vendendo mais concreto para as construtoras e, isso ocorrendo, consequentemente, há o aumento do consumo de cimento”, afirma Alfredo Breda. Apesar disso, o presidente ressalta que o preço dos itens da construção civil têm aumentado desde julho do ano passado e reflete, diretamente, no aumento do INCC, índice que observa a variação do custo da construção habitacional, que chegou a quase 10% nos últimos 12 meses. “Imagine a gente começar a repassar preço, mais de 20% para o nosso consumidor? Isso vai ficar muito alto e ninguém está recebendo esse valor de aumento no salário. É preciso entender que não tem como o setor da construção suportar esses aumentos”, expôs. Segundo Breda, entidades ligadas à construção civil de todo o Brasil têm mantido diálogos com o Governo Federal e as grandes indústrias para que revejam o aumento no preço destes itens. “É um número grande e ao setor está combatendo esses aumentos, fazendo um trabalho junto com a CBIC - Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Sinduscon Alagoas, Ademi, o Brasil todo, junto ao Governo Federal e também às grandes indústrias, que são as detentoras do cimento, aço, PVC, para que revejam esses preços, senão a gente não vai conseguir evoluir com nossas compras. É uma discussão em nível nacional, não é local, isso vem ocorrendo em todo o Brasil e a gente não vai aguentar repassar para o consumidor. A gente vem nessa discussão desde setembro do ano passado, mas acredito que começaremos a ter uma regularidade a partir de março, com o aumento dos estoques, porque houve essa diminuição no ano passado. Esse aumento de janeiro é pontual, devido às obras do ano passado.

FALTA DE MATERIAL

A falta de materiais como ferro, cimento, PVC e outros equipamentos, causada pela pandemia da Covid-19, ainda sentidas no início deste ano, deve atrasar obras em todo o Estado. Desde o ano passado, alguns materiais simplesmente desapareceram das lojas de materiais de construção, os fornecedores não acompanharam a demanda gerada, seja pela compra fracionada ou grandes pedidos. De acordo com Breda, a falta de insumo nas indústrias tem causado o atraso no consumidor final. “Existe atraso na entrega do ferro, do cimento, PVC, equipamentos, como geradores, eles estão atrasando por causa da falta de insumos nas indústrias, mas acredito que até março regularize e, isso acontecendo, vamos conseguir regular preço também”. Ao tempo que espera a redução nos insumos, o Sinduscon revela uma tendência para o lançamento de grandes empreendimentos depois do carnaval. “O mês de janeiro é sempre mais lento para o lançamento de novos empreendimentos. Há uma tendência grande que a gente faça lançamentos após o carnaval”, finaliza..

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