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Banco Central vai pressionar c�mbio com compras de d�lar

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Brasília e São Paulo - O Banco Central anunciou ontoem que vai voltar a comprar dólares no mercado com a finalidade de promover uma elevação ?gradual? das reservas internacionais. Até então, as compras eram feitas pelo Tesouro Nacional por meio do Banco do Brasil. A medida foi divulgada em um momento em que o dólar volta a cair para o patamar dos R$ 2,80 apesar das compras governamentais da moeda no mercado que vêm sendo realizadas quase que diariamente. O presidente do BC, Henrique Meirelles, afirmou que a medida não significa o estabelecimento de um piso para o dólar. No ano passado, entretanto, o BC diversas vezes flexibilizou as restrições para sua própria compra de dólares e o Tesouro Nacional intensificou a compra de dólares no mercado via Banco do Brasil justamente nos momentos em que o dólar encostava em R$ 2,80. Fundos A indústria de fundos de investimentos fechou 2003 com uma captação de R$ 59,9 bilhões, segundo a Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos). Esse valor é recorde para o setor, refletindo o otimismo dos investidores domésticos e estrangeiros com os rumos da economia. As carteiras de renda fixa foram as que mais registraram no ano ingresso de recursos, com R$ 29,7 bilhões. Já os fundos multimercados, também chamados de fundos mistos, captaram R$ 23,6 bilhões no ano passado. O ingresso de recursos nas carteiras de previdência somou R$ 8,7 bilhões. Os cambiais captaram R$ 1,4 milhão, e os Fiex (fundos de investimento no exterior) registram saída de R$ 79,9 milhões no mesmo período. Dólar e bolsa em alta O dólar comercial fechou em alta de 0,45%, cotado a R$ 2,868, interrompendo a sequência de duas baixas. A moeda foi pressionada pelas compras de divisas pelo Banco do Brasil para o Tesouro Nacional e de importadores interessados em aproveitar as cotações baixas. Ainda invicta em 2004, a Bovespa fechou no azul pelo oitavo pregão consecutivo. É a maior sequência de alta desde agosto passado, quando subiu 11 dias. Nesta terça-feira, o principal índice da Bolsa paulista encontrou forças para superar a pressão das vendas e terminou em leve alta de 0,19%, aos 23.576 pontos. Os negócios giraram R$ 1,6 bilhão, acima da média, com forte presença de investidores estrangeiros.

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