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BAIXA VAZÃO DO RIO SÃO FRANCISCO COMPROMETE ABASTECIMENTO

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Seca preocupa ribeirinhos que mora às margens do Rio São Francisco
Seca preocupa ribeirinhos que mora às margens do Rio São Francisco -

Após a maior cheia dos últimos sete anos, que aconteceu no final do ano passado, o Rio São Francisco está baixando novamente. De acordo com a reportagem da TV Gazeta, a situação preocupa os ribeirinhos, porque a vazão reduzida compromete o desenvolvimento dos peixes, o abastecimento de água e aumenta a poluição. As imagens mostram muitas pedras e pouca água. “Quando ele está cheio é bem bonito, mas quando ele baixa, está vendo aí, só pedra (pra navegar fica bem complicado...), só quem conhece mesmo, porque quem não conhece nem meta as caras que vai bater em pedra”, disse o pescador José Ailson Tavares. Em menos de um mês, ainda conforme a reportagem, a vazão da represa de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, caiu de 2.800 m³/s para os atuais 900 m³/s. Quem vive da pesca está preocupado. “Se o rio continuasse cheio, como estava, na base, o peixe desova porque ele encontra água corrente com mais capacidade para o peixe subir e descer e a desova acontecer”, disse o pescador Josevaldo da Silva Gomes. A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) dizem que o termômetro para o controle das vazões é a represa de sobradinho, na Bahia. No fim do ano passado, Sobradinho estava com 83% da capacidade e, na época, a previsão era de chuvas acima da média em Minas e Bahia, onde estão os principais afluentes. Devido a isso, foram autorizadas vazões maiores. Porém, com o nível atual de Sobradinho, em 53% da capacidade, a medida, agora, é de retenção da água. Segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, essas manobras são mesmo necessárias, para evitar secas ou enchentes severas. “Então você tem que ter o nível de segurança, deixar os reservatórios em determinado nível, à espera das chuvas que estão por vir, e você vai monitorando isso mensalmente, pela sala de situações”, disse o vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, Maciel Oliveira. Amostras revelaram que o rio estava contaminado com esgoto doméstico, o que deixou a água imprópria para consumo. Pescadores das Universidades Federais de Alagoas (UFAL) e Sergipe (UFSE) estão coletando amostras da água em vários trechos. Eles querem saber como está a qualidade da água depois de a vazão ter sido reduzida. “Para a gente avaliar cerca de 26 parâmetros de qualidade de água e, também, parâmetros microbiológicos. E, depois dessa análise, a gente vai observar se, realmente, em relação a dezembro, que foi o último mês de coleta aqui, como é que está, realmente, a condição da água agora, com essa diminuição da vazão, com relação à última coleta que foi feita aqui no Rio São Francisco”, afirmou o pesquisador da Ufal, Emerson Soares. Com o rio bem mais seco, a poluição é um dos muitos medos que atormentam os ribeirinhos. “Diminui a quantidade de água. Mas a poluição continua a mesma e vai procurando manter o rio sempre mais sujo, né? Infelizmente, pela falta de responsabilidade de algumas pessoas de não ter a consciência de preservar esse bem tão precioso, tão importante para a gente, para o turismo, para a agricultura, para a produção de energia elétrica, para o consumo humano”, lamentou o guia de turismo Ranieri Davison da Silva

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