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Economia No ano passado, cada alagoano recebeu R$ 676, a segunda menor renda do País, de acordo com levantamento do IBGE

ALAGOANOS TÊM O SEGUNDO PIOR RENDIMENTO PER CAPITA DO PAÍS

O valor aferido em Alagoas no ano passado está abaixo da média nacional, que ficou em R$ 1.380

Por Hebert Borges | Edição do dia 27/02/2021 - Matéria atualizada em 26/02/2021 às 20h19

Os alagoanos registraram o segundo pior rendimento domiciliar per capita do Brasil em 2020. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), esse valor foi de R$ 796 a cada membro da família. Somente o Maranhão registrou valor menor, R$ 676. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26). O valor aferido em Alagoas está abaixo da média nacional, que ficou em R$ 1.380. Ou seja, a renda per capita do alagoano equivale a 57,6% da do brasileiro em geral. O maior valor entre as unidades da federação foi registrado no Distrito Federal, R$ 2475. Ainda assim, os números mostram que houve uma melhora na renda do alagoano nos últimos anos. Isso porque, em 2018 esse valor era de R$ 714, passou para R$ 731 em 2019 e chegou a R$ 796 no ano passado. Portanto, o aumento em dois anos foi de 11,4%. O valor é 4,1% menor que o rendimento médio nacional nominal registrado em 2019, de R$ 1.439 , sem considerar os efeitos da inflação. Em São Paulo e no Rio de Janeiro foi de R$ 1.814 e R$ 1.723, respectivamente. Em 2020, 13 estados brasileiros registaram média da renda domiciliar per capita menor que o salário mínimo nacional vigente no ano, que foi de R$ 1.045. Estes valores são calculados com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares, em termos nominais, pelo total dos moradores. Esses rendimentos são calculados para cada unidade da federação e para o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa. A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar trimestral que capta informações socioeconômicas e demográficas em cerca de 211.000 domicílios, em mais de 3.500 municípios do país. Desde março de 2020, devido à pandemia provocada pela Covid-19, a coleta das informações da PNAD Contínua, tradicionalmente realizada de forma presencial nos domicílios selecionados, passou a ser feita completamente por telefone.

A pesquisa abrange todo o país, exceto áreas especiais como aldeias indígenas, quartéis, bases militares, alojamentos, acampamentos, embarcações, barcos, navios, penitenciárias, colônias penais, presídios, cadeias, asilos, orfanatos, conventos, hospitais e agrovilas de projetos de assentamentos rurais ou setores censitários localizados em terras indígenas. As embaixadas, consulados e representações do Brasil no exterior também não são abrangidos pela pesquisa.

A PNAD Contínua tem como população-alvo os moradores em domicílios particulares permanentes. Não são investigados os moradores em domicílios particulares improvisados, isto é, aqueles que residem em edificações sem dependências destinadas exclusivamente à moradia ou em locais inadequados para uma habitação.

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