loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
domingo, 26/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

INDEPENDÊNCIA: MULHERES APOSTAM NO PRÓPRIO NEGÓCIO

Apostando em novidades, empreendedora conta que enfrentou catástrofe do Pinheiro e está lidando com a pandemia da Covid-19

Ouvir
Compartilhar
Diana Ney investiu no sonho de empreender
Diana Ney investiu no sonho de empreender -

O Brasil é o sétimo país com maior número de mulheres empreendedoras, segundo levantamento sobre empreendedorismo feminino realizado em 49 países e divulgado pelo Global Enterpreneurship Monitor (GEM). São aproximadamente 24 milhões de brasileiras que comandam o próprio negócio. Fazendo parte desse cenário revelado pela pesquisa, em Alagoas, Diana Mendes Rey, de 50 anos, que trabalha com eventos, sabe ao pé da letra os desafios do empreendedorismo feminino.

Ela conta que começou a investir no próprio negócio em 2018, quando perdeu os pais. De lá até os dias atuais, ela já enfrentou a catástrofe do Pinheiro, ao ficar sem a sede do próprio negócio, que também era seu lar, e, há um ano, enfrenta a pandemia da Covid-19.

“Comecei em agosto de 2018, quando abri a empresa, mas foi inaugurada apenas em dezembro do mesmo ano. Estava passando por uma crise financeira e familiar, vi a oportunidade de aproveitar o espaço da minha casa no Pinheiro para realizar eventos”, relata.

Atualmente com sede localizada no bairro Santos Dumont, a 300 metros após a Central de Abastecimento (Ceasa), a empresa de Diana já teve sede em um dos bairros mais tradicionais e centrais da capital alagoana. “Primeiro enfrentamos a crise do bairro do Pinheiro. Ainda assim, foi possível realizarmos alguns eventos em 2019. Em seguida, tivemos que enfrentar a crise da pandemia, que nos impossibilitou a realização de eventos e tivemos que diversificar o negócio”, desabafa.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Diana diz, ainda, que contou com a ajuda do Sebrae para poder iniciar o próprio negócio. “Meus pais tinham falecido e me deixaram um sítio, o qual vendi por R$ 60 mil, para iniciar o negócio” e acrescenta dizendo que “a pandemia me possibilitou organizar o novo espaço para a empresa, o que me ocupou muito. Além disso, me ocupei projetando o que lançaríamos assim que possível. Conseguimos fechar vários contratos para festas futuras, graças ao nosso empenho em não desistir da empresa apesar das adversidades”.

O enfrentamento da pandemia, ainda conforme a empreendedora, eles contaram com a perseverança, a organização financeira, além da diversificação dos serviços e da divulgação massiva nas redes sociais, o que consolidou a empresa. “Fizemos almoço temático, day use do espaço, fotografias no espaço e estamos estudando fazer geleias com as frutas do espaço, além de diárias de hospedagem nos chalés (inclusive no ano novo). Essas opções eram viabilidades para poucas pessoas, normalmente em família”, salienta Diana Mendes. Mulher por mulheres, a empresária conta que algumas mulheres a procuram para saber “como consegui sair do outro lado”, para conseguir independência financeira ou complementar a renda familiar.

ORIENTAÇÕES

O gerente de relacionamento empresarial do Sebrae Alagoas, Marcos Alencar conta que há as empreendedoras que que buscam outra fonte de renda para complementar outra renda, que pode ser oriunda de uma remuneração formal (emprego formal) ou informal (empreende em tempo livre). Há empreendedoras que desejam começar do zero, inovando, oferecendo um serviço diferenciado no mercado. Como há aquelas que desejam se reinventar, mesmo em ambientes mais consolidados e tradicionais, por exemplo.

“Há mulheres que fazem da superação, de suas histórias de vida, algo que transfora sua realidade e das outras pessoas que estão em sua volta. Há aquelas que são mais jovens, há as que são mais experientes. Há as que empreendem como consultoras, gerando negócio para si e atuando para que outras mulheres possam igualmente empreender”, defende.

Para aumentar a renda da família, ainda segundo Marcos Alencar, a dica é investir em serviços e produtos com saída e pouco estoque. “Compra pela internet vem crescendo, mas não adianta posicionar a empresa nas redes sociais se não terá como atender a demanda. Se atuar como lanchonete, é preciso saber que vai competir em um mercado com muitos concorrentes. Aqui o preço será o grande diferencial. Mas a margem é pequena. Nesse caso, comercializar produtos que tenham saída, mas os insumos são caros, é perigoso”.

Outra dica, ainda segundo o gerente do Sebrae, é diversificar. “Você pode atuar em serviços que seja necessário o conteúdo intelectual. Então, professoras podem investir em canais no youtube, tanto quanto cozinheiras”.

MULHER POR MULHERES

A consultora nas áreas de marketing, vendas, empreendedorismo e gestão de pessoas, Rozeilda Lopes, de 60 anos, atuando desde 2009, na cidade de Manaus, quando foi convidada para atuar nas várias recepções de um hospital privado, cuja demanda era ‘qualidade no atendimento’.

“Foram 9 meses de intensa atividade. Daí, não parei mais de fazer consultorias”. “A minha formação e experiência profissional, em empresas de grande e médio portes, me capacitaram para desempenhar a função. Contudo, o apoio e troca de experiências com demais colegas consultores sempre servem de grande ajuda. Num trabalho de consultoria, é comum surgirem demandas em que precisamos recorrer a profissionais de áreas diferentes da que atuamos, para atender satisfatoriamente ao seu cliente”, retrata a consultora.

Rozeilda Lopes conta, ainda, que é impossível quantificar o número de pessoas atendidas, ao longo desses 12 anos. Além das consultorias, faço capacitações em grupo também, onde o número de pessoas atendidas é potencializado.

“Com a pandemia o trabalho aumentou bastante. Tanto de demanda do Sebrae/AL (sou consultora credenciada), quanto dos clientes externos. Uma curiosidade é que, a procura por consultoria na área de Gestão de Pessoas cresceu. Com o trabalho remoto e/ou híbrido, os gestores perceberam a necessidade de fazer a gestão dos talentos da empresa de maneira mais profissional. Ficou mais evidenciada a importância da Gestão de Pessoas atuando estrategicamente para atingir os resultados planejados”, salienta.

A dificuldade principal, conforme Rozeilda, foi a urgência no aprendizado e adaptação para transformar o que fazíamos presencialmente, de forma online.

“Vejo, por conta de alguns depoimentos generosos, que ser consultora é o meu propósito de vida. Contribuir para o crescimento de outras pessoas, na sua grande maioria mulheres, que buscam e aproveitam as oportunidades para se desenvolver e atuar profissionalmente com mais confiança, é um grande privilégio. Sou grata e realizada com a minha profissão”, finaliza.

Relacionadas