REFINARIAS
PETROBRAS ANUNCIA MAIS UM AUMENTO NOS PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS
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Em meio a mudanças na direção, a Petrobras informou, por meio de nota, um novo aumento no preço da gasolina e do diesel nas refinarias, a partir desta terça-feira, 09. É a sexta alta do ano nos preços da gasolina, e a quinta no valor do litro do diesel. O preço médio de venda da gasolina passará a ser de R$ 2,84 por litro, alta de R$ 0,23 por litro (alta de 9,2%), enquanto o diesel passará a média de R$ 2,86 por litro, aumento de R$ 0,15 por litro, o que corresponde a uma alta de 5,5%.
De acordo com o economista Cícero Péricles, a maior frequência de reajustes dos combustíveis é uma decorrência da política de preços adotada em 2017 pela Petrobras. “Antes, o reajuste era trimestral levando em conta as variações dos preços do ano inteiro, que subiam menos e mais lentamente. Da mesma forma, a política do preço do gás foi modificada em 2019. Desde então, os reajustes estão vinculados a cotação diária do barril de petróleo e essa cotação está relacionada ao câmbio diário do dólar. Como o preço do barril vem subindo, as refinarias reajustam seus preços e repassa para os distribuidores, e, como o valor do dólar está alto, o câmbio ajuda nessa subida”.
O também economista Jarpa Arami diz que os preços de vários produtos passam a ficar mais caros para os brasileiros. “Há um erro ao se pensar que só porque você não tenha carro, não será afetado pelo aumento. Alimentos, material de limpeza, material de higiene pessoal, todos os bens físicos passam por um processo de logística, o que acarreta em um aumento nos valores”, explica.
Para os motoristas de aplicativo, a instabilidade nos preços dos combustíveis é motivo de preocupação. É o caso do motorista Pedro Tarso. “Acaba piorando a situação para nós, todos os custos aumentam e a tarifa no aplicativo não muda, não segue os aumentos na gasolina. Torna-se inviável pra nós”, lamenta o autônomo. A microempresária Caroline Bispo, relata como a elevação no combustível impacta negativamente seu negócio. “Trabalho vendendo camisas por meio do Instagram, e levo a mercadoria até o cliente, independente do bairro. Por uma questão de segurança, vou de carro, mas ultimamente as coisas tem se complicado. Se eu for cobrar frete pela distância, considerando o gasto com a gasolina, as roupas ficam muito cara e as pessoas desistem de comprar”.
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Desde o início do ano, a gasolina acumula alta de 54% nas refinarias, enquanto o diesel subiu 41,6%. A instabilidade nos preços dos demais produtos, que sofrem com o encarecimento dos combustíveis, reflete-se na sobrevivência da população brasileira.
Em Alagoas, a situação é a mesma do resto do país. “Esses aumentos dos combustíveis vêm se somar aos da inflação de alimentos que compromete a renda familiar, principalmente de renda mais baixa, a maioria esmagadora da população. A suspensão, em dezembro, do Auxílio Emergencial, que chegava às mãos de 1,2 milhão de alagoanos; mais o fim do Programa de Manutenção do Emprego e Renda e das linhas emergenciais de crédito, estão impactando negativamente na economia estadual e na renda dos alagoanos” finaliza o economista Cícero Carvalho.