Economia
ABRASEL critica estabelecimentos fechados com praias lotadas
Bares e restaurantes ficaram fechados durante o fim de semana em Maceió
Bares e restaurantes fechado, mas praias lotadas. Este foi o cenário do primeiro fim de semana após o decreto governamental que endureceu as regras de distanciamento social em todo território do Estado de Alagoas e proibiu o funcionamento de bares e restaurantes. A falta de controle incomodou os comerciantes, que lamentaram o fato.
Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Thiago Falcão, deixar de priorizar locais onde se é possível ter controle das normas sanitárias e permitir aglomerações em praias não intimidou a população.
“As pessoas continuaram em atividade nas ruas e a grande prova disso foram as praias, que estavam cheias, algumas até superlotadas. Isso é muito ruim, porque termina-se tirando a opção de um espaço que tem normas, que têm um decreto sanitário regendo o funcionamento dele, com regramento e distanciamento”, disse.
Ele acrescenta, ainda, que a decisão tirou opções dos turistas que visitam o estado e que o descontrole visto nas praias pode significar que o decreto governamental pode não ter atingido seus objetivos.
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“Os turistas ficaram sem essas opções regulares (de bares e restaurantes) para usufruir. Essa limitação do final de semana de bares e restaurantes talvez não tenha conseguido atingir os objetivos que os governantes queriam”, afirmou.
COMÉRCIO
Apesar de registrar uma queda de cerca de 10% no movimento, o comércio do centro da capital não sofreu, ainda, grandes impactos com a redução do horário de funcionamento de 9h às 17h.
Guido Júnior, presidente da Aliança Comercial, vê que o efeito foi maior nos setores que não puderam funcionar no fim de semana. “O movimento no comércio do centro, mas por enquanto isso não tem afetado substancialmente os rendimentos, acredito que bares e restaurantes estão em situação mais complicada”, disse.
Para ele falta colaboração da população. “As pessoas precisam ter consciência com as medidas sanitárias para a situação não piorar”, concluiu.