Economia
McLane, P&G e O Botic�rio podem vir para AL
EDIVALDO JUNIOR ?Namoro ou amizade??. A Secretaria Executiva da Fazenda publicou, na edição de ontem do Diário Oficial do Estado, quatro extratos de protocolos de intenções assinados com indústrias e centrais de distribuição que podem se instalar no Estado. Os documentos representam mais um passo na ofensiva iniciada pelo governo de Alagoas para atrair novos investimentos. Vamos tentar traduzir melhor essa história: depois de reduzir os impostos e anunciar incentivos, os técnicos do governo passaram os últimos meses ?namorando? possíveis investidores. Agora, anunciam o que seria, nesse tipo de negócio, o noivado. Mas até sair o casamento muita água ainda tem de passar por baixo da ponte. Entre os acordos anunciados está a construção de uma unidade industrial e de uma central de distribuição da Botica Comercial Farmacêutica Ltda. (leia-se O Boticário), com investimentos previstos de R$ 230 milhões e uma unidade da McLane. Com clientes como Gillete, Kraft Foods e Unilever, a McLane Company Inc. é uma distribuidora de produtos alimentícios, com sede na cidade de Temple, no Estado do Texas (EUA). É uma das maiores do setor no Brasil, onde atua hoje com unidades em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. ?Em Alagoas, o projeto da McLane é instalar uma central de distribuição de 60 mil metros quadrados para atender todo o Norte e Nordeste?, anunciou ontem o secretário-adjunto da Receita Estadual, Evandro Lobo. Os outros protocolos foram assinados com a Cosmonor Distribuidora de Cosméticos Ltda. e com a Procter e Gamble do Brasil. A P&G é uma das gigantes na produção de bens de consumo, atuando em setores de alimentos, limpeza, higiene pessoal e medicamentos. Para o governo, de todos esses empreendimentos O Boticário é considerado, hoje, o mais importante, ?pelo que pode agregar de novos negócios?, diz Evandro Lobo. ?Na minha avaliação, O Boticário está para Alagoas como a Ford está para a Bahia?, completa. Braskem Outros negócios devem ser anunciados pelo governo. A Braskem, com três unidades em Alagoas, deve informar investimentos de R$ 100 milhões esse ano em Alagoas para ampliar a produção de PVC no pólo de Marechal Deodoro. A empresa tem papel estratégico para viabilizar o Arranjo Produtivo Local (APL) Químico e Plástico, segundo o secretário-executivo da Indústria e Comércio, Geminiano Jurema. E é com a ajuda da Braskem que o governo espera anunciar até 12 de março deste ano, quando será lançado o ?Plano de Desenvolvimento de Alagoas?, a instalação de oito novas indústrias no pólo de Marechal Deodoro. ?Já confirmamos quatro novas indústrias a partir do APL Químico e Plástico, entre elas uma indústria de Portugal, que vai produzir utensílios de plástico, e uma indústria de tintas?, antecipa Jurema. Localização estratégica Alagoas está no centro do Nordeste. Essa ao menos pode ser a perspectiva de quem está de olho na logística da região. A posição considerada estratégica pode favorecer a instalação de indústrias e grandes centrais de distribuição. Localização é fundamental para quem trabalha com logística. Foi partindo de uma avaliação similar a essa que o governo de Alagoas mudou a legislação tributária e passou a oferecer, a partir de julho de 2003, incentivos fiscais maiores que qualquer outro Estado nordestino para atrair negócios nesse segmento. A estratégia do governo parece estar dando certo.