Economia
Pre�o de material escolar tem diferen�a de at� 90%
FERNANDA MEDEIROS O Procon-AL realizou pesquisa de preços de material escolar em nove livrarias e papelarias de Maceió e constatou que os valores chegam a uma diferença acima de 90% em um mesmo produto. A lista possui 52 itens e já está sendo divulgada na Internet, no www.procon.al.gov.br. Em todos os produtos, segundo constataram os fiscais do órgão, existe uma diferença de preço razoável, mas em outros a variação de preços é gritante. Para se ter uma idéia da discrepância de preços, um apontador de lápis simples pode ser adquirido a R$ 0,15 em um estabelecimento e a R$ 0,70 em outro, uma diferença que chega a 78,57%. Um tubo de cola colorida pode ser adquirido por R$ 0,53 em uma loja e em outra a R$ 2,70, correspondente a uma diferença de 80,37%. Já um caderno capa dura, com 15 matérias, está sendo comercializado a preços que variam de R$ 8,50 a R$ 16,80. Uma tinta para pintura a dedo está com preços que variam de R$ 0,60 a R$ 7,20, a maior diferença, correspondente a 91, 67%. Uma caixa de lápis hidrocor, com 12 cores, pode ser adquirida a R$ 1,50 e até a R$ 8,05, uma diferença de preço que chega a 81,89%. Uma caneta esferográfica está sendo vendida com os seguintes preços, de acordo com a pesquisa feita pelo Procon: R$ 0,60, R$ 0,50, R$ 0,40, R$ 0,30, R$ 0,29 e R$ 0,45. Já a massa de modelar pode ser encontrada a preços entre R$ 0,82 até R$ 3,60. A operadora de caixa Gisélia Maria Silva dos Santos reclamou dos preços quando foi comprar o material para o único filho, que estuda na 1a série do Ensino Fundamental. ?A lista do material veio até razoável, mas os preços é que estão salgados?, disse. Ela reclamou ainda que o colégio onde o filho estuda, além da lista do material, também cobrou uma taxa de R$ 80,00. ?Acho que deve ser para material de higiene e limpeza, não sei, mas eles pediram esse dinheiro para o ano todo, dividido em duas parcelas de R$ 40,00?, informou, acrescentando que este ano deve gastar em material escolar o dobro do que gastou em 2003. ?No momento só comprei os produtos de papelaria, como cadernos, canetas, lápis de cor, etc. O pior vem depois, que são os livros. Geralmente eles são bem mais caros?, observa. E quem pensa que tais produtos não têm prazo de validade está enganado. Por isso mesmo é que o Procon orienta aos pais conferir sempre o prazo de validade dos produtos, pois se estiver vencido, o material pode não funcionar e até prejudicar a saúde dos alunos. Vale lembrar ainda que apenas o material de aprendizagem pode ser solicitado pelas escolas. Pedir produtos como papel higiênico, álcool, algodão, disquete, creme dental, entre outros, pode ser enquadrado como prática abusiva. Para orientar os pais, segue a lista dos materiais que não podem ser pedidos pelas escolas, conforme lista divulgada pelo Procon. São eles: álcool hidrogenado, algodão, bola de sopro, caneta para lousa, copo descartável, cordão, creme dental, disquete, elastex, esponja de prato, estêncil (álcool e óleo), fita decorativa, fita para impressora, giz (branco e colorido), grampeador, grampo para grampeador, lenço descartável, medicamentos, papel Chamex 400, papel convite, papel para balas, papel higiênico, papel ofício (branco e colorido), pegador de roupa, plástico para classificador, prato descartável, sabonete, talher descartável, TNT (tecido não tecido) e toner.