Economia
Falta de seguran�a atormenta distrito industrial
EDIVALDO JUNIOR Um novo presidente, velhos problemas. A Associação das Empresas do Distrito Industrial Luiz Cavalcante (Adedi) trocou de comando, mas vai continuar lutando para resolver as mesmas dificuldades que há anos ?atormentam? empresários de trabalhadores do local: falta de infra-estrutura, falta de segurança e de incentivos. Formada por apenas 19 das 50 empresas que hoje estão em operação no distrito industrial, a Adedi empossou ontem seu novo presidente ? Gilvan Severiano Leite ? para um mandato de dois anos. Ele substituiu Jurg Nicklaus Hassenstein. Antes da posse, em entrevista à GAZETA DE ALAGOAS, Gilvan Leite disse que sua principal missão será conseguir, junto aos órgãos estaduais e municipais, desenvolver ações para melhorar a infra-estrutura e a segurança do distrito industrial. ?O distrito tem uma excelente localização e grande oferta de mão-de-obra na região do tabuleiro, onde está instalado. Mas muitas empresas não querem vir para cá por falta de estrutura mínima, como a falta de drenagem, de ruas pavimentadas ou de segurança?, antecipa Leite. ?Hoje, o problema da segurança chega a tal ponto que os trabalhadores são assaltados em plena luz do dia?, completa. O secretário executivo da Indústria e Comércio, Geminiano Jurema, anunciou ontem, durante a posse de Gilvan Leite, que o Estado tem planos para recuperar o distrito industrial. ?Estamos trabalhando nas questões apontadas pelos empresários. Já conversei com a Secretaria de Defesa Social e também com a Secretaria de Infra-Estrutura. Vamos desenvolver ações no local. Mas todas as ações serão feitas a partir de entendimentos com os empresários?, afirma. ?Este ano, temos na Secretaria recursos específicos para investir no distrito industrial. Nosso objetivo é revitalizar o local com a participação das empresas lá instaladas e da Adedi, pois acreditamos que o distrito, pela sua localização e condições, pode atrair novos negócios e gerar empregos?, conclui.