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Recuperado, distrito pode viver fase de desenvolvimento

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EDIVALDO JUNIOR Se por um lado é um ?quarentão? com cara de ?acabado?, o Distrito Industrial Luiz Calcante, é bom que se diga, não deixa de ter seus atrativos. A localização é privilegiada: fica a apenas cinco quilômetros do Aeroporto Zumbi dos Palmares, a 13 Km do Centro da cidade e a 15 Km do Porto de Maceió. Mais do que isto: no seu entorno, o bairro do Tabuleiro, moram cerca de 200 mil pessoas ? uma mão-de-obra farta, barata e precisando de empregos. Quer mais: é dotado de sistemas de abastecimento de gás natural (Algás), água (Casal), energia elétrica (Ceal) e de redes de telecomunicações e Internet. Reunindo todas essas condições, o Dilc pode ? e é isso que promete governo e empresários ? viver uma fase de pleno desenvolvimento, desde que resolvidos os problemas de infra-estrutura do local. ?Desta vez eu estou acreditando?, resume o presidente da Federação das Indústrias de Alagoas, José Carlos Lyra. ?A partir do ano passado, o governo começou de fato a se aproximar dos empresários e o próprio governador já foi até o Dilc e se comprometeu em resolver os problemas do distrito. Hoje, o governo não está mais só no discurso. Algumas obras já foram realizadas e, esse ano, o processo deve ser acelerado?, completa. O novo presidente da Adedi confirma. ?Há cinco ou seis meses isso aqui era bem pior. O governo retomou as obras de macro e microdrenagem, mas agora elas estão paradas. O que notamos é que existe vontade política e isso nos anima?, afirma. Terra sem dono Segundo Gilvan, além dos problemas de infra-estrutura e segurança, a Adedi está discutindo com a Secretaria Executiva da Indústria e Comércio um plano para redistribuição das áreas hoje abandonadas. ?A área ociosa, hoje, é de 988 mil m2, de um total de 1,64 milhão ??de m2 destinados ao uso industrial. Desse total, 126 mil m2 pertence a empresas que compraram os lotes, mas nunca se instalaram no local. O resto da área pertence ao Estado ou está invadida?, afirma. ?Nosso objetivo é que o governo retome as áreas e venda para empresa que queiram operar aqui?, completa. A meta da Seic também é retomar as áreas para oferecer a empresários. ?Vamos concluir o levantamento e discutir com o governador um plano para atração de indústrias para o local?, adianta Geminiano Jurema. Hoje quem administra oficialmente o Dilc e controla as os lotes pertencentes ao Estado, oficialmente, é a Companhia Alagoana de Recursos Humanos e Patrimoniais (Carhp), que incorporou empresas da administração indireta do Estado ? entre elas, a Codeal, que administrava os distritos industriais. Para o presidente da FIEA, é um erro a Carph continuar administrando o Dilc. ?Defendemos que o governo transfira a administração dos distritos industrias para a Seic, que hoje é que atua junto aos empresários e está tocando projetos de incentivo ao desenvolvimento?, destaca. Com uma política bem definida, áreas ocupadas, o Dilc poderia atrair hoje mais 200 novas empresas ? de pequeno e médio portes ? e gerar 17 mil postos de trabalho diretos e 51 mil diretos e indiretos. Hoje, o Dilc abriga 50 empresas. A maior é a Companhia Alagoana de Refrigerantes, com 469 empregados. A média de empregos por indústrias é de 60. Os segmentos mais fortes são os das indústrias de plásticos (com seis unidades), de alimentos, bebidas, produtos de limpeza e fertilizantes. Mas no local funcionam também escolas, transportadoras e construtoras.

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