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Infra-estrutura, um desafio para o distrito industrial

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EDIVALDO JUNIOR Se fosse uma pessoa, o Distrito Industrial Luiz Cavalcante (Dilc) poderia ser definido como um ?quarentão?, mas com um ?corpinho de 70?, cheio de problemas e precisando de uma recauchutagem geral. Inaugurado na década de 60 como promessa de empregos e redenção do desenvolvimento alagoano, o local abriga hoje apenas 50 indústrias em operação e gera 2.930 diretos. Se toda a sua área ? 2,24 milhões de metros quadrados (224 hectares) - fosse ocupada esses números poderiam ser multiplicados por quatro. O descaso dispensado ao Dilc ao longo dos anos transformou o local num aglomerado urbano que tem cara de tudo. Menos de distrito industrial. Ruas esburacadas, lama, áreas invadidas por favelas ? ?muitas ocupações feitas a mando de políticos?, denuncia o novo presidente da Associação das Empresas do Distrito (Adedi), Gilvan Leite -, iluminação precária, inexistência de sinalização e, mais grave, a insegurança caracterizam, hoje, o local. ?Aqui os trabalhadores são roubados em plena luz do dia?, reclama Gilvan Leite. ?Hoje quem passa por aqui vê borracharias, escolas e bares funcionando, quando deveríamos ter apenas indústrias?, completa. Essa semana Gilvan Leite assumiu a presidência da Adedi, entidade que reúne 19 das 50 empresas do distrito, com o desafio de conseguir melhorar, a partir da atuação junto ao governo, a infra-estrutura do local. As principais reivindicações das empresas, hoje, aponta Leite, são a conclusão da macrodrenagem, microdrenagem, pavimentação das vias principais e secundárias e segurança. Antes da posse, Gilvan Leite, que já foi coordenador do Pólo Cloroquímico, passou dois meses levantando informações sobre a real situação do Distrito Industrial Luiz Cavalcante. É um trabalho realizado em parceria com a Secretaria Executiva da Indústria e Comércio (Seic). A pesquisa revela, em números, a situação do local. ?Menos de 40% dos lotes estão ocupados por empresas em operação. As demais áreas são do Estado, invadidas ou pertencem a empresas que adquiriram as áreas mas nunca montaram nada no local?, resume Gilvan Leite. O secretário Geminiano Jurema (Seic) concorda com o diagnóstico feito pela Adedi. Mas é otimista. Ele enxerga, a médio prazo, a revitalização do local. Por enquanto está negociando com as secretarias de Defesa Social e Infra-estrutura ações para o local. E promete também ações diretas. ?Este ano conseguimos a inclusão no orçamento da Secretaria de recursos para recuperar o Distrito Industrial?, antecipa. ?Mas todas as ações serão desenvolvidas em parcerias com os empresários?, completa. A Seic tem no orçamento deste ano recursos da ordem de R$ 750 mil para investir nos distritos industriais do Estado (existem outros três em funcionamento ? o de Murici, o de Marechal Deodoro e o de Arapiraca). ?Mais do que recursos existe um compromisso do governo de dar ao Distrito Industrial de Maceió a atenção que ele nunca teve?, afirma.

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