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Economia

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Edivaldo Júnior O setor sucroalcooleiro alagoano se prepara para quebrar, na safra 2003/04, mais um recorde de exportação - o de açúcar branco ensacado. As usinas de Alagoas devem negociar no mercado mundial pelo menos 280 mil toneladas de açúcar

Por | Edição do dia 01/02/2004 - Matéria atualizada em 01/02/2004 às 00h00

Edivaldo Júnior O setor sucroalcooleiro alagoano se prepara para quebrar, na safra 2003/04, mais um recorde de exportação - o de açúcar branco ensacado. As usinas de Alagoas devem negociar no mercado mundial pelo menos 280 mil toneladas de açúcar refinado e cristal, de acordo com dados consolidados da Coopertrading, da Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas (CPRAAA). Em relação ao período anterior, quando foram exportadas 217 mil toneladas, o incremento pode chegar a 29%. Mas esse recorde - a exemplo da exportação de álcool, que chegará 264 mil m3 - não é motivo de comemoração para as indústrias. Ao contrário, reflete a depressão de preços que atinge o setor, avalia o economista Antonio Frazão, executivo da Coopertrading responsável pelas negociações de açúcar e álcool no mercado mundial. “A oscilação desse mercado é muito grande. O açúcar branco ensacado sofre estímulo de duas naturezas. O primeiro é diferença de preço para o granel (demerara). Outro aspecto é a regulação do mercado. Num momento em que o preço do demerara se encontra muito baixo, aumentar as vendas do açúcar ensacado significa que estamos diminuindo a oferta do produto a granel e, dessa forma, preservando o mercado”, explicou. O aumento ou queda da oferta do açúcar ensacado vai depender, sempre, aponta Frazão, do comportamento do mercado mundial estimado em 40 milhões de toneladas anuais (22 milhões de toneladas de demerara e 18 milhões de toneladas do açúcar branco). “Há momentos em que não compensa vender o açúcar ensacado. Na safra 1999/00, por exemplo, não houve nenhuma exportação. O mercado estava muito ruim”, afirmou. O preço do açúcar em saco é sempre maior do que o demerara. Mas, nem sempre o negócio compensa. Frazão explica que os custos para a produção e exportação do produto ensacado são mais altos. “Além do custo maior de fabricação, devem ser calculadas as despesas com a sacaria e carregamento. Agora, mesmo a diferença de preço não compensa”, salientou. O executivo estima que o preço médio da tonelada de açúcar demerara (US$ 150 na safra passada) fique em US$ 130 na safra 2003/04. A média do açúcar em saco deve ficar em US$ 170 dólares por tonelada. “Será uma safra de prejuízos. O preço atual não cobre os custos de produção. Os preços estão ruins tanto no mercado interno quanto no mercado mundial”, comentou. O açúcar mundo afora A Rússia, com participação de quase 70%, continua como principal destino do açúcar demerera de Alagoas. Nesta safra as exportações devem atingir 1,2 milhão de toneladas. Japão e Coréia do Sul são os destinos das exportações de álcool (264 mil m3) de Alagoas. O açúcar em saco de Alagoas (280 mil toneladas) será exportado principalmente para a Nigéria, países da África Ocidental, norte da África e Oriente Médio. As compras e vendas do açúcar no mercado mundial são operadas por grandes “trades”. As cotações do açúcar demerara são definidas pela Bolsa de Nova Iorque e do açúcar branco pela Bolsa de Londres.

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