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Brasileiro bate recorde no pagamento de d�vidas

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São Paulo - Nunca se pagou tanta dívida no país. Estudo feito pela Serasa mostra que o índice de regularização de débitos foi de 73% no ano passado. Ou seja, de cada 100 inadimplentes que entraram nas listas negras de crédito, 73 regularizam o pagamento e conseguiram limpar o nome. Em 2002, o índice foi de 50%. Nos anos anteriores, o índice variou de 30% a 40%. De janeiro a dezembro do ano passado, 24,1 milhões de pessoas entraram nos cadastros de devedores do varejo. Neste período, 17,6 milhões saíram das listas de inadimplentes. Foi a maior regularização de pendências já registrada em um ano. A Serasa tem hoje cerca de 20 milhões de pessoas físicas e jurídicas com anotações de não pagamento (como por exemplo cheques sem fundos e títulos protestados, entre outros) em seu banco de dados. A pesquisa revela ainda que em dezembro de 2003 a maioria das anotações no cadastro de inadimplência é de cheques sem fundos. Segundo estudo do Indicador Serasa de Inadimplência, cerca de 36% das anotações se referem a cheques sem fundos, 34% cartões de crédito e financeiras, 27% a dívidas no sistema financeiro (bancos) e 2% títulos protestados. O registro dessas informações de inadimplência segue um processo formal, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, baseado em um contrato específico. Antes de incluir o nome de uma pessoa no cadastro de inadimplentes, a Serasa envia comunicação prévia, conforme determinação do Código de Defesa do Consumidor. Segundo a Serasa, em 2003, apesar do crescimento da inadimplência, que apresentou ritmo menor em relação ao registrado em 2002, o consumidor priorizou o pagamento e a renegociação de suas dívidas junto aos credores. Essa atitude do consumidor foi coerente com a baixa atividade econômica, com o alto desemprego e com a queda da renda, que inclusive caracterizou o reduzido consumo nas datas festivas do comércio - Dia das Mães, dos Namorados, dos Pais e das Crianças e que favoreceu o registro de recorde de pessoas que conseguiram regularizar suas pendências em 2003. Com isso, o consumidor chegou ao Natal menos inadimplente e mais receptivo às promoções e facilidades de crédito empreendidas pelo varejo. As perspectivas são de que neste início de 2004 haja um repique da inadimplência, conforme sazonalidade para o período, por causa da concentração de impostos, despesas com matrículas e materiais escolares, além do desemprego que continua elevado, e da maior contratação de crédito nos últimos dois anos.

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