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Empresa pode voltar a fabricar eteno de �lcool

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Parada há uma década, a planta industrial de produção de eteno de álcool da unidade da Braskem de Maceió pode voltar à ativa. Com capacidade de consumo de 250 milhões de litros de álcool/ano. Hoje todo o eteno que é utilizado pela indústria é fabricado no Pólo de Camaçari (BA) a partir da nafta e chega a Alagoas através de duto. A desativação foi provocada, explicou o diretor da unidade de vinílicos, Manoel Carnaúba, porque o álcool perdeu competitividade. ?Existem dificuldades técnicas e necessidade de investimentos. Mas a planta de eteno de álcool pode ser recuperada?, resumiu Manoel Carnaúba, diretor da unidade de vinílicos, ontem, durante a entrevista coletiva em que a Braskem anunciou novos investimentos em Alagoas. Os empresários do setor sucroalcooleiro do Nordeste estão articulando a reativação da planta de eteno de álcool confirmou, por telefone, o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas (Sindaçúcar/AL), Pedro Robério Nogueira. ?Se isso ocorrer, estaríamos dando uma grande contribuição ao mercado, com uma considerável redução da oferta do produto que hoje é excessiva?, disse. ?Vamos propor ao Ministério da Agricultura que, a partir da Contribuição Sobre a Intervenção do Domínio Econômico (Cide), desenvolva uma política de incentivos ao uso do álcool para fabricação de eteno, que beneficiaria não só os produtores de Alagoas, mas também de Pernambuco, onde existe uma planta industrial similar?, completou. O argumento mais forte a ser utilizado junto ao governo pelos produtores, adiantou Pedro Robério Nogueira, será o da geração de empregos. ?O eteno de álcool pode gerar milhares de empregos no campo e na indústria. No caso da nafta, a geração de postos de trabalho é baixíssima?, disse. Compromisso O presidente da Braskem, embora considere viável e atraente a idéia de reativar a planta de eteno de álcool, disse que isso só seria possível a partir de um compromisso que envolvesse governo, produtores e a Braskem. ?Não podemos perder a competitividade?, disse. ?Qualquer solução teria que ser adotada pensando no longo prazo e não apenas no momento em que existe uma crise no mercado de álcool?, completou. Num rápido cálculo, Manoel Carnaúba estimou que o preço do álcool teria de chegar à Braskem pelo menos 30% menor do que o praticado hoje no mercado (entre R$ 650 e R$ 700 por metro cúbico para se tornar competitivo). O eteno, fabricado de álcool ou de nafta é matéria-prima para produção do dicloretano, um dos principais insumos para as indústrias de PVC.

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