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Amea�ada fechar no Brasil, Parmalat pressiona governo

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Brasília e São Paulo - A Parmalat pressiona o governo federal para conseguir a edição de uma MP (medida provisória) que crie condições para que a empresa receba uma injeção de recursos necessária para evitar a paralisação total de suas fábricas dentro de dias. O presidente da Parmalat, Ricardo Gonçalves, defendeu ontem, em Brasília, que o governo antecipe, por meio de uma MP, a entrada em vigor da nova Lei de Falências. A matéria já foi aprovada pela Câmara, mas ainda está em análise no Senado. Caso decida editar a MP, o governo estaria facilitando a reestruturação da empresa, já que os credores teriam mais garantias de que receberão o dinheiro emprestado - reduzindo as pressões por pagamentos. A matriz italiana também poderia enviar recursos para ajudar as operações no Brasil sem temer que o dinheiro venha a ser bloqueado. Segundo Gonçalves, a empresa precisa de R$ 75 milhões para financiar a operação. Segundo a Parmalat, apenas a fábrica de Carazinho (RS) estaria funcionando normalmente. As unidades de Jundiaí (SP) e Garanhuns (PE) estariam operando parcialmente e outras quatro fábricas estariam paradas. Voltando a produzir, a Parmalat passaria a gerar caixa para iniciar um processo de reestruturação e, posteriormente, ser vendida ou continuar controlada pela matriz italiana. Segundo Gonçalves, já existem ?manifestações de interesse? de potenciais compradores. A MP que anteciparia a entrada em vigor da Lei de Falências poderia, entretanto, causar desconforto no Senado. O projeto aprovado pela Câmara ainda vai ser analisado pelo Senado e a tendência é de que sofra alterações. Editando a MP, portanto, o governo federal estaria atropelando a Casa.

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