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Estado ter� investimento para cultura do inhame

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ANA MÁRCIA O novo ministro da Secretaria de Articulação Política, alagoano Aldo Rebelo, solicitou à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a instalação de um centro de pesquisa avançada para desenvolver a cultura do inhame na região de Viçosa, sua cidade natal. O projeto foi encaminhado após a garantia de recursos, através de emenda ao Orçamento da União, destinando R$ 1,7 milhão, ainda quando era o líder do governo na Câmara Federal, pelo PCdoB de São Paulo, antes de ser designado para o ministério. Viçosa e os municípios da região do Vale do Paraíba representam o maior pólo produtor de inhame do Estado, mas vêm enfrentando dificuldades em combater o nematóide, um verme que se alimenta de raízes e ataca o tubérculo, causando elevados prejuízos. O problema é conhecido pelos produtores como casca preta e deixa o produto sem condições de comercialização. Através do centro de pesquisa, será possível implantar novas variedades da planta e estudar formas de combater o nematóide, que infesta as plantações. Municípios como Chã Preta, Mar Vermelho, Pindoba, Paulo Jacinto, Quebrangulo, Capela, Atalaia e Maribondo concentram suas atividades de mercado do inhame em Viçosa ? existe até a Feira do Inhame, da tarde de quinta-feira até a sexta. Os negócios se direcionam também para atender Maceió, como grande centro consumidor. Desta feira participam, eventualmente, estados produtores, como é o caso da Paraíba, Pernambuco e Bahia. Para Viçosa, segundo o prefeito Flaubert Torres, a produção de inhame é a segunda maior produtividade agropecuária, depois do gado de corte. Estes estados produtores do Nordeste chegam a comprar na Feira do Inhame para exportar aos Estados Unidos e Europa, porque Alagoas não tem estrutura de exportação para o produto. ?Os principais consumidores nestes países são os latinos que moram lá e apreciam o inhame?, informa Flaubert Torres. Na opinião dele, o inhame é um produto nobre para exportação que Alagoas está perdendo. Safra Em Paulo Jacinto, no período de safra, é possível produzir 1,3 milhão de toneladas do tubérculo, gerando uma receita de R$ 400 mil. Mas o ataque de nematóides causou um prejuízo estimado em 60% da produção, segundo dados da Secretaria Municipal da Agricultura. A cultura do inhame é altamente rentável: a saca chega a custar R$ 60, com um preço médio que vai de R$ 0,60 a R$ 0,70, o quilo, e tem mercado consumidor intenso garantido. O propósito maior da cultura é atender o produtor de agricultura familiar, pelo seu valor socioeconômico, segundo ressalta o secretário adjunto de Agricultura, Hibernon Cavalcante Albuquerque. É importante para Alagoas e seus assentamentos agrícolas. ?Um dos maiores problemas da cultura do inhame é não se adequar a todos os municípios, pois requer prioritariamente água, e onde essa condição não é atendida tem que ser irrigado?, diz Hibernon Cavalcante. Um outro entrave é a necessidade de varas para que a planta enrame, levando a problemas ambientais. Os produtores têm, muitas vezes, que recorrer a restos de capoeiras para a retirada de varas, significando uma agressão ao meio ambiente. De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, as varas de uma roça só duram duas safras. A plantação do ?inhame de chuva?, como é conhecida a produção não-irrigada, é feita em janeiro para colher em setembro. O inhame irrigado é plantado em setembro para colher no inverno.

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