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Mais da metade do pre�o da gasolina vem de tributos

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Rio ? A gasolina, se comparada com o diesel e o gás de cozinha (GLP), é o combustível que tem a maior participação de impostos e contribuições fiscais sobre o preço final pago pelo consumidor. Enquanto os tributos correspondem a 29% do valor final do diesel e a 20% do GLP, na gasolina a participação é de 53%, ou seja, mais da metade. Somente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) representa 32% do valor pago por litro. Os dados fazem parte de tabela elaborada pela Petrobras que detalha a composição dos preços dos principais combustíveis consumidos no país. A pesquisa foi feita entre os dias 25 e 31 de janeiro de 2004 na cidade do Rio de Janeiro, mas serve de parâmetro para a composição dos preços praticados nas principais capitais do país. Por ser usada para o transporte individual, a gasolina acaba ?subsidiando? o preço dos demais combustíveis, que têm maior utilização comercial. O diesel, por exemplo, abastece ônibus, aviões e caminhões. Enquanto a gasolina custa R$ 1,9870 por litro (dado da Petrobras com base em pesquisa da Agência Nacional do Petróleo), o diesel sai por R$ 1,37. Na gasolina, além dos 32% de ICMS, incide sobre o preço 21% de Cide e PIS/Cofins. Outros 13% representam lucros das distribuidoras e revendedoras, 8% são referentes ao valor da adição de álcool anidro e 26% vão para a Petrobras. No diesel, a Petrobras fica com 54% do preço e as distribuidoras com 17%. O ICMS representa 13% da composição do valor cobrado na bomba e outros 16% são referentes à cobrança de Cide e PIS/Cofins. O botijão de 13 kg do GLP sai por R$ 27,17, dos quais 38% ficam com as distribuidoras e revendedoras e 42% com a Petrobras. A participação dos tributos no preço é de 20%. Incentivo No fim de janeiro, a Petrobras anunciou uma medida para incentivar o uso do gás natural boliviano por empresas de transporte coletivo urbano no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, atrelando o preço do combustível ao do óleo diesel por dez anos. A estatal estimou que, em seis anos, cerca de 60% da frota de ônibus das regiões metropolitanas das principais capitais do país vão circular com o novo combustível.

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