Economia
Flores de AL ganham espa�o no exterior
As flores tropicais de Alagoas ganham espaço no mercado nacional e internacional e impulsionam a revitalização da agroindústria no Estado. Alpinias, heliconias e antúrios conquistam, cada vez mais, a preferência do consumidor e levam as cores e as formas características do tropicalismo brasileiro para o Brasil e o mundo. Londres já recebe semanalmente flores alagoanas. Holanda, Itália e Grécia são outros mercados promissores. O mercado mundial de flores, que inclui flores cortadas, vasos, bulbos e acessórios, movimenta cerca de US$ 70 bilhões ao ano. As flores e folhagens tropicais respondem apenas por 3% desse mercado. Existem cerca de 2 mil espécies de flores, sendo que cerca de 70% delas são tropicais. O mercado de flores cortadas movimenta cerca de US$ 5 bilhões de dólares, sendo que as tropicais representam aproximadamente 12%. Esses são alguns números ilustrativos da situação mundial desse mercado em expansão. A produção de flores tropicais em grande escala iniciou-se no Nordeste a partir de 1997, a partir de um curso de arranjos florais realizado pelo Sebrae, em Maceió. Desde então, várias associações e cooperativas de floricultores foram criadas em vários Estados nordestinos, congregando principalmente mulheres que tinham o dom do cultivo de flores. Desta forma surgiu a possibilidade de geração de novas fontes de renda através da geração de alternativas econômicas viáveis aos seus associados. Com a preferência pelas flores tropicais, ao invés das tradicionais de origem européia ou africana, as associações auxiliam também na divulgação das belezas da flora tropical e, indiretamente, na sua conservação. O Brasil enfrenta produtores tradicionais e poderosos para entrar no mercado mundial das flores. O País que mais exporta é a Holanda. A Colômbia fica em segundo lugar. Equador, Peru, Itália, Costa Rica, Chile, México, Dinamarca, Israel, Equador, Quênia, África do Sul e Austrália são os outros países que se destacam.