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Bovespa lidera euforia de emergentes com EUA

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São Paulo - Após as perdas das últimas semanas, os mercados emergentes, liderados pelo Brasil, voltaram ontem a viver um dia de euforia, embalados pela previsão de que os EUA vão crescer mais em 2004 e devem manter os juros inalterados nos próximos meses. Ao discursar no Congresso, o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), Alan Greenspan, 77, disse que a baixa inflação no país vai permitir à instituição se manter ?paciente? antes de aumentar os juros. Desde junho passado, a taxa está em 1%, a menor desde 1948. ?Os mercados emergentes respiraram aliviados. Sem uma alta da taxa dos EUA, os papéis de países como o Brasil seguem com remunerações bastante atraentes para os investidores estrangeiros, como ocorreu em 2003?, disse o analista da corretora Socopa, Paulo Fujisaki. Resultado: o Ibovespa disparou 4,63% e superou o patamar de 23 mil pontos, na segunda maior alta percentual do ano, fechando aos 23.197 pontos, maior patamar desde 28 de janeiro passado. Todas as 54 ações do índice encerram em alta. O pregão girou mais de R$ 1,4 bilhão, acima da média de janeiro (R$ 1,3 bilhão). O dólar caiu pelo terceiro dia e fechou na mínima de R$ 2,907, uma queda de 0,44% e menor valor desde o dia 28 de janeiro passado. O risco Brasil, que subia antes da fala de Greenspan, virou à tarde e caiu 3,42%, aos 507 pontos. O C-Bond, principal título da dívida externa, também mudou de direção e subiu 1,09%, cotado a 98% do valor de face. Previsões Projeções de analistas de 22 corretoras e bancos de investimento nacionais e estrangeiros apontam que o Ibovespa pode alcançar 26.200 pontos nos próximos 12 meses, segundo levantamento da consultoria Thomson Financial Brasil. O estudo foi feito antes do discurso de Greenspan no Congresso. O pessimismo com os papéis dos países emergentes havia eclodido no último dia 29 de janeiro, quando o mercado interpretou um comunicado do Fed como um sinal de que o juro subiria antes do previsto.

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