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For�a-tarefa busca sa�da para crise do setor sucroalcooleiro

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EDIVALDO JUNIOR Essa semana, o preço do álcool hidratado despencou em São Paulo para R$ 0,48 por litro. A queda em relação a semana anterior (02 a 06 de fevereiro), quando o produto foi negociado em média a R$ 0,52 é de -7,85%. Apesar da entressafra no Centro-Sul, os estoques de passagem continuam altos ? acima de 1,5 bilhão de litros e forçam a ?queima? do produto. Usinas e destilarias vendem o álcool pelo preço que podem para se capitalizar. O preço do álcool anidro, R$ 0,55 o litro, e do açúcar, R$ 18,21 o saco de 50 kg em São Paulo, também estão em queda e revelam a gravidade da crise de preços que atinge o setor sucroalcooleiro no País, com sérios reflexos no Nordeste em Alagoas. Durante reunião da Câmara da Cadeia Produtiva da cana-de-açúcar, realizada em São Paulo, essa semana, o diretor de açúcar e álcool do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan, sugeriu a criação de uma força-tarefa para discutir as estratégias para o setor sucroalcooleiro enfrentar a crise. Esta semana, os empresários do setor voltarão a reunir para discutir propostas que vão defender, junto ao governo, para amenizar os efeitos da queda de preço do açúcar e do álcool para a safra 2004/2005. ?A safra 2003/2004 está no final e não deve sofrer grandes alterações?, disse o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool em Alagoas (Sindaçúcar/AL), Pedro Robério Nogueira. ?Esperamos uma ligeira recuperação nas próximas semanas. Mas se nenhuma media for adotada, o setor pode sofrer mais gravemente as conseqüências da depressão de preços na próxima safra?, completou. Entre as propostas defendidas pelos empresários, segundo Pedro Robério, estão o aumento da mistura do álcool na gasolina dos atuais 25% para 30%, a manutenção do IPI reduzido para os carros flexíveis e a álcool e a redução da alíquota do ICMS do álcool, a exemplo de São Paulo, para 12%. Segundo os empresários, se essas medidas forem concretizadas, podem retirar do mercado cerca de 1,5 bilhão de litros de álcool. No caso de Alagoas, a preservação do mercado vem sendo feita através do aumento das exportações ? nesta safra, o Estado vai exportar mais de 260 milhões de litros de álcool. ?Estamos em busca de outras alternativas, a exemplo da reativação da planta de produção de eteno a partir do álcool em indústrias de Pernambuco e Alagoas, o que poderia retirar do mercado mais 320 milhões de litros / ano de álcool?, disse Pedro Robério Nogueira. Curto e médio prazos ?Nosso propósito é discutir medidas de médio e curto prazos para o setor?, afirmou Luiz Carlos Correa Carvalho, presidente da Câmara Setorial. Segundo ele, estudos mostram que a demanda por álcool e por gás natural não devem se alterar nos próximos dois anos. ?Mas é preciso que o governo defina quais são as estratégias para cada setor?, disse. O biodiesel e a mistura de álcool no diesel também foram colocadas na mesa, como propostas que podem impulsionar o mercado de álcool. A aposta do setor é no aumento da demanda no mercado interno.

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