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Com�rcio fecha 2003 com queda de 9,37% em AL

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EDIVALDO JUNIOR Definitivamente 2003 não foi um bom ano para o comércio varejista. Apesar do aquecimento dos negócios no Natal, o setor terminou o ano no vermelho. Pelo menos em volume de vendas. Em contrapartida, o aquecimento dos últimos meses do ano ajudou o comércio a fechar o faturamento (índice de variação nominal) no azul. A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de dezembro de 2003, divulgada essa semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) mostra queda de ?3,68% no volume de vendas no ano passado no Brasil. Em Alagoas o baque foi maior: - 9,37%. Na variação nominal de vendas (faturamento) o crescimento acumulado no ano foi de 13,40% no Brasil e de 5,53% em Alagoas. Os resultados do Comércio varejista de Alagoas só não foram piores porque, como avaliaram as lideranças e técnicos do setor, as vendas se recuperaram no último trimestre do ano. A PMC do Estado apontou índices negativos decrescentes. Em outubro, o índice registrou queda de ?10,12%; em novembro de ?3,31% e em dezembro de ?1,06%. Queda de 2% em Maceió A avaliação da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Maceió (CDL) é diferente do IBGE. A entidade calcula que em dezembro as vendas fecharam em mais de 20% em alta. ?Isso ajudou o varejo a fechar o ano com uma queda de apenas ?2%?, afirmou o presidente da CDL, Wilson Barreto. É bom que se esclareça. Os cálculos da CDL levam em conta apenas o comércio de Maceió e apenas os setores tradicionais do varejo (eletros, confecções, calçados, móveis, etc.). A PMC é mais abrangente e calcula os resultados de todos os Estados e de quase todos os setores, incluindo supermercados e automóveis. Otimismo Independente dos indicadores ? se da CDL ou do IBGE ? o fato é que o Comércio varejista começou 2004 com pé direito e apostando todas as suas fichas na recuperação das vendas. ?Estamos otimistas. Até agora 2004 tem dado sinais de que será um ano de boas vendas?, resume Wilson Barreto. A avaliação da CDL é feita basicamente em cima da mudança da conjuntura econômica do País. No ano passado, o cenário foi marcado pelo ?arrocho? promovido pelo governo federal e ficou caracterizado pela queda da renda média do trabalhador, aumento do desemprego e taxa de juros em níveis ?estratosféricos?. A mudança no rumo da política econômica do governo, que acelerou a queda de juros no segundo semestre e aponta para um quadro de reaquecimento da economia este ano animou os empresários do comércio varejista. ?Existe uma demanda reprimida. No ano passado, além dos juros altos e do medo do desemprego, o brasileiro preferiu pagar dívidas do que fazer compras. Este ano, o comportamento é outro e as vendas já estão melhorando?, afirmou Barreto. Melhora do crédito Segundo o IBGE, o desempenho do varejo em 2003 foi marcado por diferença significativa entre os resultados do primeiro semestre e do segundo (com destaque para o último trimestre), períodos em que o volume de vendas do setor registrou taxas de variação de -5,60% e -1,92%, respectivamente. O principal responsável por esta desaceleração do movimento de queda foi, na comparação dezembro 2003/ dezembro 2002, o segmento de móveis e eletrodomésticos, com crescimento de 7,78% no segundo semestre, contra queda de 10,35% no primeiro. A segunda grande influência coube ao segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com taxas de -6,68% e -3,11% nos respectivos semestres do ano. A recuperação nas vendas de móveis e eletrodomésticos no segundo semestre deveu-se à melhoria nas condições do crédito no período, especialmente no que se refere ao comportamento dos juros.

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