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Copom decide manter, pelo segundo m�s, juros em 16,5%

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Brasília ? O Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) anunciou hoje a manutenção, pelo segundo mês consecutivo, da taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 16,5% ao ano. A decisão foi unânime. Apesar de ser amplamente esperada pelo mercado, a decisão do Copom alimenta críticas de empresários, sindicalistas e políticos de diversos partidos em um momento em que o governo já está desgastado e enfrenta a maior crise política (caso Waldomiro Diniz),desde a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com a decisão do BC de manter os juros, a imagem do governo deve sofrer novo golpe. A Fiesp, principal entidade empresarial paulista, por exemplo, defendia um corte de 1,5 ponto percentual nos juros, para 15%. O corte serviria para dar novo incentivo ao processo de retomada da economia brasileira. No entanto, o BC pareceu entender que ainda existe possibilidade de retorno da inflação. Os dados mais recentes, entretanto, mostraram uma inflação comportada no início de fevereiro. O BC, entretanto, preferiu esperar mais um mês para ter certeza sobre o controle da inflação. O mercado espera que em março o Copom reduza os juros em 0,25%, para 16,25% ao ano. Críticas O setor industrial voltou a criticar o Banco Central e a decisão do Copom de manter a taxa básica de juros em 16,5% ao ano na reunião encerrada ontem. Para a Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) , a manutenção da taxa de juros foi recebida como um ?gol contra? de uma ?parte do governo?. Em comunicado, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) informou que a manutenção dos juros pelo segundo mês consecutivo ?frustra mais uma vez o setor produtivo e atua de forma negativa sobre as expectativas, além de afetar decisões de investimento?. As centrais sindicais também criticaram a decisão do Copom. A CUT, que sempre apoiou o governo Luiz Inácio Lula da Silva, começa a duvidar do ?espetáculo do crescimento? prometido pelo presidente.

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