Economia
Em dia de poucos neg�cios bolsa sobe 1,28% e d�lar recua 0,57%
São Paulo - O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 1,28%, aos 21.609 pontos. Por ser quarta-feira de cinzas, o pregão foi curto, abriu às 13h [em dia normal, às 11h] e movimentou só R$ 433,767 milhões, o segundo menor giro do ano, perdendo apenas para o volume do dia 2 de janeiro (R$ 428,674 milhões), após o réveillon. Apesar da alta, o Ibovespa ainda acumula queda de 1,1% no mês e de 2,8% no ano, graças ao tombo das ações após a crise política deflagrada com o caso Waldomiro Diniz. O mercado tem dois pregões para recuperar as perdas e fechar fevereiro no azul. Em janeiro, o índice caiu 1,73%. O desempenho positivo das Bolsas americanas contribuiu para a segunda alta consecutiva do Ibovespa. Em Wall Street, as atenções se voltaram para o discurso do presidente do Federal Reserve (o banco central dos EUA), Alan Greenspan, que defendeu o corte de gastos do governo para controlar o déficit fiscal norte-americano. Duas divulgações previstas para hoje podem animar a continuidade do movimento de alta da Bolsa: a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que traz a justificativa para a manutenção do juro em 16,5% ao ano, e o IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) de fevereiro. É esperado um discurso alentador do Copom sobre a trajetória da inflação, o que fortaleceria a aposta de corte de juro em março. Pesquisa do Banco Central com o mercado apontou hoje que predomina a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual em março. Mas o grupo das cinco instituições com previsões mais certeiras projeta uma redução maior, de 0,50 ponto percentual. Dólar recua 0,57% O dólar caiu ontem 0,57% e fechou vendido a R$ 2,941, em um dia de poucos negócios, após o feriado do carnaval, em que o mercado operou em esquema de plantão, apenas no período da tarde. Os bancos corrigiram o preço da moeda dos EUA, após as fortes variações na semana passada, segundo um operador. A divisa oscilou entre uma cotação mínima de R$ 2,927 (queda de 1,04%) e uma máxima de R$ 2,963 (alta de 0,16%). A crise política no Planalto virou o principal foco de incerteza e especulação nas avaliações de bancos e corretoras.