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Alagoas no ranking dos maus pagadores de cheques

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Pesquisa de uma empresa nacional que gerencia risco e concessão de crédito com cheque aponta Alagoas como o Estado com o mais baixo Índice de Bons Pagadores. A pesquisa, referente ao mês de janeiro deste ano, mostra que o Índice também apresentou-se baixo em São Paulo e na Paraíba. O Índice revela o desempenho dos cheques emitidos nos pontos-de-venda que utilizam os serviços da empresa. A pesquisa mostra que a inadimplência entre os emitentes alagoanos cresceu 3,55% em comparação com o mesmo período de 2003. Para o economista alagoano Marcos Calheiros, especialista em economia popular, essa situação é conseqüência da estagnação econômica do Estado. ?Um dado como esse mostra que Alagoas não é um Estado com um mercado consumidor adimplente e que seus consumidores não têm capacidade de consumo?- declara o economista. Ele explica que um Estado desenvolvido como São Paulo aparece com baixo índice em conseqüência da estagnação em seu crescimento, revelada inclusive pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostrou um crescimento de 0,2% no seu Produto Interno Bruto (PIB). O desemprego em São Paulo, localizado no setor de automobilismo e autopeças, deixa o consumidor sem renda e leva a uma queda no nível de adimplência. Mas esta, ressalta Marcos Calheiros, é uma situação totalmente diferente de Alagoas, onde a estagnação econômica é total. ?Nossa economia não cresce, temos um parque industrial sucateado, sem condições de receber indústrias de médio e grande porte. Sem dinamismo econômico, faltam emprego e renda?, acrescenta o especialista. O resultado é a inadimplência que inclui Alagoas na lista de Estados com baixo índice de bons pagadores. ?A maior parte da renda dos alagoanos vem do setor público, seja federal, estadual ou municipal, e do setor sucroalcooleiro?, completa Marcos Calheiros. Em todo País, os segmentos com os melhores índices foram comércio de automóveis, postos de gasolina e bares e restaurantes. Já nos setores de cosméticos e perfumarias, acessórios automotivos e eletrodomésticos os índices de bons pagadores se apresentaram mais baixos.

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